Recentemente, foi publicada uma matéria no jornal O Estado de S. Paulo, informando sobre canis em São Paulo que comercializam por altos preços animais para outros estados e até para o exterior.
Segundo a reportagem, esses canis se especializaram em explorar e criar animais de raças raras, ditas “diferenciadas”, para comercializá-los , principalmente, para as regiões Norte e Nordeste e até para fora do país.
Algumas das raças mais procuradas seriam a papillon, saluki, chow chow e samoieda. Mesmo diante de um cenário tão triste de tantos animais vivendo abandonados pelas ruas, à espera de adoção, há quem queira comprar um animal como quem compra uma jaqueta.
Tratados como simples mercadorias
Um animal da raça papillon sai por R$ 5 mil. “É como ter uma bolsa de grife”, diz o criador Rochester Oliveira. Um chow chow e um samoieda custam entre R$1,5 mil e R$ 2 mil. E ainda tem o frete, entre R$ 200 e R$ 1 mil, dependendo do peso do cachorro e o destino.
Nota da Redação: Estamos diante de um comportamento egoísta, oportunista, desrespeitoso, antiético e, portanto, inconcebível. Enquanto milhares de animais sofrem e morrem de frio, de fome, de doenças, abandonados nas ruas, criadores investem o seu tempo no confinamento de animais para reproduzirem, transformando a sua atividade numa fábrica de filhotes. Se a intenção é ganhar dinheiro, que ao menos não façam isso usando vidas de seres inocentes como fonte de seus lucros. A ganância humana não tem limites. Animais não são objetos, nem mercadorias para estarem à venda. Quem quiser um bichinho “diferenciado” que compre um de pelúcia, em vez de usar seres vivos e manipular suas vidas e destinos como um deus perverso que desconhece o que é respeito. O comércio de animais precisa acabar.
(Fonte: ANDA)
Veja abaixo o documentário legendado "Segredos do Pedigree", que mostra toda a verdade sobre as condições de vida das "matrizes" de canis e gatis.
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10 de agosto de 2010
8 de agosto de 2010
HOME - O MUNDO É NOSSA CASA
Se você ainda não assistiu, vale a pena assistir.
"Foi lançado dia 5 de Junho de 2009, Dia Mundial do Ambiente, numa intervenção nunca vista - simultaneamente em cerca de 50 países; ao mesmo tempo em DVD, na TV e na Internet, com o objetivo de chegar ao maior número de pessoas possível.
O documentário de Yann Arthus-Bertrand tenta alertar para a necessidade de travarmos já hoje o processo de destruição progressiva do planeta iniciado pelo Homem há 200 mil anos e extraordinariamente agravado nos últimos cinquenta anos.
O filme apresenta grande qualidade visual, mostrando-nos imagens aéreas e não só de mais de cinquenta países de todo o mundo de tal beleza que por diversas vezes nos perguntamos se serão reais.
Ainda que não se queira pessimista, o documentário é bastante alarmista, apresentando prazos curtíssimos para grandes danos ambientais ainda por nós incalculados. Centrado essencialmente nas últimas décadas, o documentário tenta compensar esse choque que provoca com uma mensagem de esperança ao lembrar todas as iniciativas que já foram tomadas para evitar o esgotamento das fontes de energia, o aquecimento global, a destruição de inúmeros ecossistemas entre outros aspectos e ao apelar a que cada espectador faça a sua parte quanto mais não seja tomando real consciência do estado das coisas."
5 de julho de 2010
SAIBA COMO FAZER PARA NÃO MATAR ANIMAIS DURANTE SEU CURSO
Não quer matar animais no seu curso?Alguns cursos como Biologia, Medicina Humana ou Veterinária, Nutrição, Odonto e Farmacologia ainda exigem o uso prejudicial de animais. Se você não sabia que tal uso de animais fazia parte de seu currículo e se você percebe que tal uso entra em conflito com suas convicções pessoais, então estas informações podem lhe ser muito úteis.
Além de você poder contar com ajuda através de e-mail, os textos de apoio disponíveis poderão lhe dar uma boa ideia de como expor sua objeção com clareza e criatividade, além de ter uma idéia de como a lei se posiciona diante deste uso.
Garantir métodos e abordagens substitutivos humanitários ao uso prejudicial de animais não é sempre fácil, mas existe um crescente número de professores que reconhecem a liberdade de consciência dos estudantes e que também procuram por uma educação humanitária de alta qualidade.
Como proceder com sua objeção? Solicite formalmente sua objeção! Veja no site: http://www.1rnet.org/
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Fonte: ANDA
5 de junho de 2010
ZOOLÓGICOS - CRUELDADE E HUMILHAÇÃO
Como parte dos deveres e prazeres de um avô, levei minhas netas ao Jardim Zoológico, o mesmo que me encantara na infância. Na saída, elas estavam meio decepcionadas, e o avô deprimidíssimo.Os grandes felinos, atração máxima, dormiam prostrados, uns na toca e outros no fundo da jaula. Pareciam dopados, mas me disseram que os tratadores lhes antecipam o almoço para que apaguem e não se perturbem com as multidões de crianças e adultos gritando em frente ao cativeiro. Elas querem ação, e os pobres grandes felinos só querem dormir, talvez sonhar que estão numa savana africana correndo atrás de antílopes.
O velho elefante empoeirado balançava a tromba em desalento. O hipopótamo, talvez com vergonha, estava enfiado no seu abrigo e exibia só a traseira descomunal. Dois pinguins tinham sido comidos, na véspera, por enormes e ferozes cães vira-latas, vindos das matas e favelas vizinhas. Mais ferozes e malandros do que as feras enjauladas, cavaram um túnel sob a cerca e devoraram as aves.
O que há de educativo em ver bichos tristes e humilhados, expostos à visitação pública? É uma perversão do que se vê nos espetaculares documentários da televisão, onde realmente se aprende sobre os animais ? E sobre nós mesmos.
Os parques abertos, tipo Kruger ou Simba Safári, são mais humanos para os animais, que vivem livres na natureza e podem ser observados de dentro dos carros pelo público. O cativeiro só se justifica para preservar espécies em extinção, que merecem zôos cinco estrelas para reproduzir, e voltar à vida selvagem.
É espantoso que, em plena era da ecologia, da sustentabilidade e da correção política, ainda existam jardins zoológicos. São provas vivas de crueldade com os animais, deveriam ser extintos. No Rio de Janeiro, a lei já proíbe exibir animais em circos, e é cumprida.
Um vez sugeri aos amigos do Casseta & Planeta um quadro em que animais livres e pacíficos passeavam com seus filhos por um zoológico com jaulas cheias de humanos mentirosos, gananciosos, covardes, sádicos e assassinos. O que mais divertia os filhotes dos macacos era a gaiola dos políticos ladrões.
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Fonte: Nelson Motta - O Estado de S.Paulo
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