Mostrando postagens com marcador CURIOSIDADE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CURIOSIDADE. Mostrar todas as postagens

27 de julho de 2010

BARCO FEITO DE GARRAFAS PET TERMINA TRAVESSIA DO OCEANO PACÍFICO

Um barco feito com 12.500 garrafas pet recicladas chegou nesta segunda-feira (26/07/2010) ao porto de Sydney, depois de quatro meses de travessia do Oceano Atlântico. O objetivo da viagem era chamar a atenção para os riscos que o lixo plástico significam para os m
ares.

O Plastiki é um catamarã de 18 metros de compromento. A tripulação, de seis pessoas, contou que enfrentou fortes tempestades durante a travessia, que começou em 20 de março em San Francisco, na Califórnia.

Durante o trajeto, eles pararam em várias ilhas do Pacífico, como Kiribati e Samoa.


"Foi uma aventura extraordinária", disse o capitão, David de Rothschild, que é da famosa família de banqueiros britânicos.
David, de 31 anos, disse que teve a ideia da jornada depois de ler um relatório das Nações Unidas, em 2006, que dizia que a poluição, principalmente a do plástico, era um risco para os oceanos.


O barco é quase inteiramente feito de garrafas, unidas por uma cola orgânica feita de cana e de caju, mas também inclui outros materiais.


"A jornada do Plastiki é uma jornada do lixo ao triunfo", disse Jeffrey Bleich, embaixador dos EUA na Austrália, que recebeu a equipe.


(Fonte: G1)

29 de junho de 2010

A SÍNDROME DOS COLECIONADORES DE ANIMAIS



(O doutor em psicologia Randy Frost, do Smith College, de Massachusetts, nos Estados Unidos, explica o que é a síndrome dos colecionadores de animais)

Colecionar animais (Animal Hoarding)


É um comportamento humano patológico, que envolve a necessidade compulsiva de ter e controlar animais, associada à incapacidade de reconhecer o sofrimento deles.
Implica o crime de maus tratos aos animais e envolve sérias questões de saúde pública.


ÉPOCA - Como um colecionador de animais patológico se diferencia de um cachorreiro normal?
Randy Frost- Observamos se os animais estão recebendo tratamento adequado. Há pessoas que possuem vários animais e são capazes de cuidar bem deles, mas em um dado momento alguma coisa acontece e surge um desequilíbrio. Normalmente é algum tipo de perda, seja financeira ou de alguma pessoa querida. A partir daí essas pessoas não conseguem mais cuidar dos animais como cuidavam antes e eles passam a sofrer. Elas não percebem que seu comportamento mudou e não tomam uma providência para voltar ao normal.


ÉPOCA - Então tudo começa a dar errado a partir de uma situação nova?
Frost-Sim, em alguns casos. Esse é um dos perfis de colecionadores de animais. Uma das características dessa síndrome é a ligação forte que essas pessoas sentem com os animais. Muita gente que cria bichos de estimação em casa se sente ligada afetivamente com eles, mas nos colecionadores essa ligação é tão próxima que eles não conseguem deixar o animal ir embora, mesmo quando está claro que ele ficaria melhor em outro lugar. Muitas vezes gastam muito dinheiro e muito tempo por causa disso. A situação até pode seguir sob controle durante algum tempo. O problema é quando, por alguma questão financeira, familiar ou de saúde, a pessoa não tem mais condições de cuidar dos bichos, mas já não consegue se desapegar deles e procurar um novo cuidador


ÉPOCA - O que pode ser feito para ajudar essas pessoas e esses animais?
Frost -Nós não sabemos qual é a melhor estratégia. Conheço pessoas que foram colecionadoras de animais e hoje estão livres do problema. Elas contam que, enquanto estavam agindo como colecionadoras, simplesmente não percebiam o que estava acontecendo. Não enxergavam que podiam viver sem tantos animais, e que aqueles animais também conseguiriam viver muito bem sem eles. Depois que eles ficaram sem os animais, adquiriram uma nova perspectiva daquela situação. [Nos Estados Unidos esses casos são resolvidos judicialmente: os animais são recolhidos e os colecionadores são proibidos de criar animais novamente] Finalmente perceberam que na verdade estavam prejudicando seus bichos. O problema é que os abrigos costumam não ser espaçosos o bastante para acomodar tantos. Então algumas vezes eles são sacrificados.


ÉPOCA - O medo dos colecionadores é justamente esse, não?
Frost -Sim, eles sentem que têm a missão de evitar a morte dos animais. Eles seguem o raciocínio de que um animal doente ou tratado inadequadamente é melhor do que um animal morto. O que me parece é que a melhor estratégia para começar a recuperação dos colecionadores é criar um ambiente estável e evitar que eles colecionem mais animais. É muito difícil conseguir que as pessoas se desfaçam de seus bichos.


ÉPOCA -E dá pra prevenir esse comportamento?
Frost -O que acontece aqui - e acredito que no Brasil aconteça a mesma coisa - é que essas pessoas são facilmente identificadas em suas comunidades como "a mulher dos gatos", ou algo assim. E aí os vizinhos que não querem mais seus gatos vão jogá-los dentro da casa dessa mulher. E isso contribui para agravar o problema. E o que essa mulher vai fazer? Ela não será capaz de despejá-lo na rua, pois tem medo de que o gato não sobreviva.


ÉPOCA - Há como parar esse ciclo vicioso?
Frost - Sim, quando há clínicas veterinárias e abrigos que os colecionadores freqüentem. Os profissionais desses lugares podem ficar de olho nos colecionadores e puxá-los para uma conversa. Eles podem falar sobre o estado de saúde dos animais e oferecer algum tipo de ajuda.


ÉPOCA - Aqui a internet tem sido uma aliada de cachorreiros e ONGs na meta de aumentar as adoções. Você vê essas redes positivamente?
Frost -Acho que a internet é um ótimo recurso para resolver esse tipo de problema. Só que ela é ao mesmo tempo um lugar onde os problemas podem ficar piores, pois os colecionadores podem procurar ainda mais animais na internet.


Características do comportamento de um colecionador de animais


* - Incapaz de colocar um limite no número de animais abrigados


* - Mantém um número anormal de animais em casa


* - Incapaz de dar aos animais o mínimo de condições de vida: alimento adequado, água, cuidados veterinários, e higienização do animal e do ambiente (as fezes e a urina se acumulam)


* - Inábil para admitir a própria incapacidade de cuidar minimamente dos animais e perceber o impacto negativo em sua própria saúde e bem-estar, na das pessoas próximas e dos animais abrigados


* - Incapaz de agir sobre a deterioração das condições dos animais ou do ambiente


* - Incapaz de doar um animal que seja (há casos em que nem os animais mortos são retirados do local)


* - Evita situações que poderão expô-lo, como, p.ex., receber amigos em casa




Lidando com o colecionador


Uma das formas mais efetivas de lidar com situações de Hoarding é montar uma força-tarefa interdisciplinar, envolvendo representantes de todas áreas envolvidas. Nos Estados Unidos, muitas comunidades montaram equipes com pessoas da área da saúde pública, serviço social, fiscalização do código de posturas e grupos de proteção aos animais, para um esforço conjunto na condução destes casos.
.
Fonte: Época

15 de junho de 2010

"RONRONOTERAPIA"



Perseguidos em diferentes épocas e vítimas históricas de preconceito, os gatos estão ganhando absolvição por meio de um papel inesperado: o de terapeutas.
Em seu recém-lançado livro La Ronron Thérapie, a jornalista francesa Véronique Aïache explica, devidamente ancorada por trabalhos científicos, como o convívio com um bichano pode melhorar a vida das pessoas.

Ela relata, por exemplo, pesquisas como a do veterinário francês Jean-Yves Gauchet, que testou o poder do ronrom o som emanado pelos gatos quando estão em repouso em 250 voluntários, submetidos a uma gravação de 30 minutos do ruído de Rouky, o gato do veterinário. Ao fim do estudo, os participantes declararam sentir mais bem-estar, serenidade e uma facilidade maior para dormir.


O poder tranquilizante dos felinos foi o porto seguro da gerente comercial Cris Sakuraba, 46 anos. Não desmerecendo o medicamento, mas minha gatinha mudou minha vida, diz. Cris sofria de ansiedade, stress, depressão e agorafobia (medo de espaços abertos ou aglomerações), doenças que estavam minando sua qualidade de vida.


Agora estou 95% curada dos problemas. A gatoterapeuta Marisa Paes afirma que é capaz de fazer até quem não gosta dos bichanos se beneficiar da presença deles. Mesmo quem tem medo de gato me procura. Comigo como mediadora, a pessoa vai se desbloqueando, afirma.


Os tratamentos terapêuticos envolvendo animais começaram a ser desenvolvidos no Brasil no começo da década de 50, pela psiquiatra Nise da Silveira. O tratamento foi uma alternativa com resultados palpáveis às terapêuticas agressivas, como lobotomia e eletrochoque.


Com o gato ronronando no colo, por exemplo, a pessoa desacelera, pois ocorre a mudança de frequência das ondas cerebrais do estado de alerta para o relaxamento, diz Hannelore Fuchs, doutora em psicologia e especialista na relação do ser humano com o animal.


Faz sentido. A frequência do ronrom é entre 25 e 50 hertz, a mesma utilizadas na medicina esportiva para acelerar cicatrizações e recuperar lesões. No ano passado, a gigante de tecnologia Apple lançou em parceria com o veterinário Gauchet um aplicativo para iPhone que usa o ronrom para amenizar os efeitos que a diferença de fuso horário em viagens provoca.


Um estudo de 2008 da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, mostrou que um bichano em casa reduz em até 30% o risco de ataque cardíaco, por ajudar a relaxar e aliviar o stress. Só não pode ser alérgico a pelos.
.

12 de junho de 2010

ANDARILHO VIAJA DE BICICLETA LEVANDO CADELINHA E SEUS FILHOTES

Em passagem pela rodovia Joao Baptista Cabral Renno, que liga Santa Cruz do Rio Pardo à Bauru, ambas cidades de São Paulo, a imagem de um andarilho chamou a atenção do fotógrafo Emerson Gonçalves. João Sidney Rodrigues da Silva, que não tem moradia fixa, viajava de bicicleta levando a cadela Princesa em sua garupa. A amizade entre eles motivou Gonçalves a fazer os retratos. O andarilho saiu de Santa Cruz do Rio Pardo e foi para a cidade de Pederneiras, também no Estado de São Paulo.

Dentro da cesta da garupa, Silva carregava sete filhotes de Princesa. Ele pretende doá-los somente quando tiverem idade suficiente para não dependerem da mãe. O andarilho tinha ração e disse que faz paradas frequentes na estrada para que a cadela amamente os filhotes.


"Achei muito interessante a verdadeira amizade e companheirismo das duas partes e pensei em partilhar essa história bonita com os amigos internautas", disse Gonçalves.
O internauta Emerson Gonçalves, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra.
.
Fonte: Terra

9 de maio de 2010

FELIZ DIA DAS MÃES!




CURIOSIDADES SOBRE ALGUMAS MAMÃES
Elas são dedicadíssimas: cuidam, protegem, alimentam, ensinam... Estamos falando das mães. Na maioria das espécies, são elas as responsáveis por ajudar o filhote a crescer e se desenvolver. E mãe não se engana: mesmo entre vários filhotes parecidos, encontra logo o seu. Conheça agora as mamães mais carinhosas – e curiosas! – do reino animal.

Na creche das leoas

A mãe leoa é muito cuidadosa com seus filhotes. Só que ela também tem que trabalhar fora, já que, entre os leões, a fêmea é quem caça. Como não dá para correr atrás das presas com os filhotes a tiracolo, as leoas acharam uma solução para esse problema: elas se afastam do resto do grupo e formam um clube de mães. Assim, às vezes, enquanto uma mãe vai caçar, outras cuidam dos filhotes, como se fosse uma creche, numa boa! Elas até sincronizam o parto para que os filhotes nasçam na mesma época e, assim, uma possa amamentar os filhos da outra. Sob os cuidados de várias leoas, não há como o filhote ficar desprotegido enquanto a mãe busca alimento para o grupo.


Bater? Jamais!

A mãe porquinho-da-índia é muito carinhosa com seus filhotes, que andam sempre atrás dela em fila indiana e gostam de subir em cima do seu corpo, brincando a valer. Às vezes, ela protesta quando eles exageram na procura da teta para mamar e dá um basta. Coisa de mãe, não é mesmo? Mas tudo isso sem bater ou morder! A mamãe porquinho-da-índia prefere alimentar os próprios filhotes, mas, como a leoa, deixa que os filhos de outras mães venham tirar uma casquinha do seu leite de vez em quando.


A mãe tarântula e seus 500 filhotes

As aranhas podem parecer bichos assustadores, mas algumas cuidam bem de seus filhotes! A tarântula constrói um saquinho esférico de seda, chamado ooteca, no qual põe os seus muitos ovos. E anda para lá e para cá, com o saquinho de ovos na ponta das fiandeiras – glândulas que ficam em seu abdômen. Se alguém tira a sua ooteca, ela fica aflita e tenta recuperá-la! E mais: mesmo sem tolerar o Sol, busca locais ensolarados para aquecer seus ovos. Ao achar um filete de luz solar, se posiciona de um jeito que os ovos são aquecidos enquanto ela fica na sombra. Os filhotes nascem protegidos dentro da ooteca e, quando chega a hora, saem desse saco e sobem nas costas da mãe, cobrindo-a inteira. Imagine a cena: uma aranha-mãe, coberta por mais de 500 filhotes, passeando na grama. Pois isso acontece mesmo. É verdade que, às vezes, os filhotes saem de cima da mãe, mas logo voltam. Só após algum tempo é que eles ganham independência e, então, vão pelo mundo, cada um por si.

A vida pelos filhotes


A batuíra, uma espécie de pássaro, vira uma fera quando outro animal põe seus filhotes em perigo. Para salvá-los, ela é capaz de colocar a si mesma em risco. Isso porque os predadores que se alimentam dessa espécie gostam muito de comer ovos ou filhotes. Quando algum deles se aproxima, a mãe se afasta do ninho, às vezes piando, para atrair a sua atenção e distraí-lo de sua prole. A batuíra faz até de conta que tem uma asa quebrada! Ela se arrasta como se estivesse machucada e frágil: um prato cheio para o predador. Sua preocupação é dupla: afastá-lo de seus filhotes e escapar dele, já que precisa voltar para o ninho sã e salva para cuidar de sua prole. Mas se não tiver jeito e o bicho não quiser ir embora, ela parte para a briga!

Dedicação exclusiva

A mãe muriqui é tão dedicada ao seu filhote que só cria um por vez. Apenas quando ele já está mais independente – cerca de três anos após o seu nascimento – é que a fêmea dessa espécie de macaco encomenda o seu próximo herdeiro. Antes disso, nada feito! E como é bom ter uma mãe assim... Ela, por exemplo, quase nunca castiga o seu filhote: permite que ele ande e brinque à vontade e só o chama para perto se for preciso. Também é uma equilibrista de primeira. Os muriquis percorrem a Mata Atlântica saltando de árvore em árvore. Agarrado à mãe, com a cauda enrolada na dela, o filhote vai de galho em galho a mais de 20 ou 30 metros do chão. Muitas vezes, a surpresa: a mãe muriqui se faz de ponte para que seu filho passe de uma árvore a outra. Ela segura com as patas traseiras o galho onde está e, com as dianteiras, o galho da outra árvore. O filhote, então, anda por cima da mãe e chega ao seu destino em segurança!

5 de maio de 2010

CARNE PRODUZIDA EM LABORATÓRIOS ABRE PORTAS PARA FUTURO SEM MATADOUROS

Alguns cientistas esperam que produto seja viável em menos de dez anos.
Alternativa manteria o nível de proteínas, e seria mais ecológica e saudável.

A produção de carne em laboratórios sem a necessidade de matar animais se afasta da ficção científica e poderia dar origem em menos de dez anos a um hambúrguer ecologicamente correto. A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros.


A alternativa, uma dos 50 invenções do ano segundo a revista “Time” em 2009, seria “mais saudável e menos poluente” e teria as mesmas proteínas que a carne normal, segundo seus defensores. Sua produção pode, inclusive, ser controlada, para evitar doenças como o mal da vaca louca ou a gripe A. Também será possível produzir carne light.


“E até poderemos fazer hambúrgueres que previnam ataques cardíacos”, assegurou à Agência Efe Jason Matheny, diretor da New Harvest, uma organização sem fins lucrativos que une esforços de cientistas de todo o mundo nesta área. Para convencer as pessoas que desconfiam desse novo tipo de carne, Matheny argumenta que “a maior parte do que comemos vem de laboratórios, tudo é processado”, como o leite e o queijo.


Sobre a possibilidade de que estas práticas experimentais possam ter efeitos inesperados para a saúde humana, respondeu: “Não somos conscientes de nenhum risco”.


A invenção poderia ser uma solução para a insustentabilidade em um planeta onde a pecuária devasta a Floreta Amazônica e agrava o aquecimento global, como alertou um relatório das Nações Unidas. A fórmula secreta está em uma espécie de sopa biomédica composta de nutrientes procedentes de sangue animal e microorganismos.


Por enquanto, o resultado são apenas pequenas tiras de carne de um centímetro de comprimento, nas quais é possível acrescentar proteínas.


Se a tecnologia continuar avançando, “de cinco a dez anos”, estimou Matheny, essas tiras poderiam produzir substitutos para a carne em grande escala, com uma textura dura o suficiente para ser mastigada e com um sabor que poderá ser confundido com o de um bife “tradicional”.


O alto custo do processo é, segundo o cientista, o único obstáculo à comercialização do produto.


“Precisamos de sistemas automatizados mais eficientes que não requeiram o trabalho de pessoas e encontrar ingredientes mais baratos, porque os de agora procedem de pesquisa biomédica”, explicou. O Governo holandês é o que mais investiu nas pesquisas, com um total de US$ 5 milhões, seguido por centros de EUA, Japão, Austrália e dos países escandinavos.


Segundo o diretor da New Harvest, grandes companhias de biotecnologia investem na pesquisa nos EUA, mas foi proibido de revelar seus nomes. Estes avanços poderiam acrescentar uma nova linha de produtos ao mercado do setor dirigido aos consumidores vegetarianos.


Este setor ocupa cada vez mais espaço nas prateleiras de supermercados de todo o mundo, que já contam com hambúrgueres feitos de tofu ou soja.


Fonte: Vista-Se

9 de março de 2010

LIVRO MOSTRA QUE PEIXES SENTEM DOR E TEM SENTIMENTOS

Para muita gente, o peixe não passa de uma rica fonte de proteínas sem sentimentos. Mas um livro polêmico revela que os cientistas acreditam que esse animal, que já foi símbolo de estupidez, não só sente dor como possui uma vida emocional complexa.

A autora do livro Os peixes sentem dor?, Victoria Braithwaite, explica que não existe um motivo lógico por que as pessoas não devam tratar esses animais com a mesma consideração que dão aos mamíferos e pássaros.
O livro não foi escrito por um vegetariano radical, mas por uma bióloga marinha imparcial… e que come peixe.


Mas a conclusão de Victoria é surpreendente porque não estamos acostumados a ver os peixes como criaturas conscientes, revelou o jornal inglês DailyMail nesta segunda-feira (8).


A “face” sem expressão dos peixes, sua falta de membros e seu ambiente aquático meio alienígena tornaram difícil saber se eles deveriam ser tratados no mesmo nível dos pássaros, répteis e mamíferos ou agrupados junto a vermes, insetos e lagostas.


Os mamíferos possuem detectores de dor especializados, chamados nociceptores, que transmitem sinais ao cérebro quando eles se ferem. Os peixes também.


Para descobrir se os peixes sentem dor, a autora fez várias experiências. Ela injetou veneno de abelha e vinagre em volta da boca de alguns peixes.


Aqueles que receberam o veneno reagiram de forma diferente dos que não receberam as injeções – eles ficaram com a área irritada e perderam o interesse em comida até que o efeito do veneno passasse.


Experiências recentes feitas pelo biólogo marinho Peter Laming, de Belfast, na Irlanda, mostraram que o caminho da dor existe no peixe dourado, conectando receptores no couro, por meio da medula espinhal, ao cérebro.


Cientistas espanhóis descobriram que o peixe dourado, conhecido por sua estupidez, é capaz de aprender e de lembrar de seu caminho no meio da confusão.


Os chichlids-macho, peixes tropicais de água doce agressivos, são capazes de avaliar a habilidade de luta de seus potenciais rivais só de observar brigas anteriores.


Esta habilidade de criar um ranking mental é chamada de inferência transitiva, uma capacidade que o ser humano só atinge aos quatro anos de idade.


PEIXES


Os peixes pertencem ao reino animal e, dentro deste, são vertebrados. São seres aquáticos poiquilotérmicos (de sangue frio), que possuem corpo fusiforme, membros em forma de barbatana suportados por estruturas ósseas ou cartilaginosas, e guelras ou brânquias, com que respiram o oxigênio dissolvido na água.


Os primeiros peixes surgiram há cerca de 500 milhões de anos e eram semelhantes as lampreias atuais. Posteriormente, há aproximadamente 400 milhões de anos, surgiram os peixes com esqueleto cartilaginoso. Mais recentemente, há perto de 250 milhões de anos, surgiram os primeiros peixes com esqueleto ósseo. Existem mais de 29.000 espécies de peixes, o que faz deles o maior grupo dos vertebrados, subdividido em:


- Peixes ósseos (Osteichthyes, com mais de 22.000 espécies), a que pertencem as sardinhas, as garoupas, o bacalhau, o atum e, em geral, todos os peixes com esqueleto ósseo;


- Peixes cartilaginosos (Chondrichthyes, mais de 800 espécies), a que pertencem os tubarões e as raias;


- Vários grupos de peixes sem maxilas (antigamente classificados como Agnatha ou Cyclostomata, com cerca de 80 espécies), incluindo as lampreias e as mixinas (peixe-bruxa).


Os peixes encontram-se em praticamente todos os ecossistemas aquáticos, tanto em água doce como salgada. Ao contrário da maior parte dos vertebrados, os peixes crescem continuamente durante toda a sua vida, embora a taxa de crescimento diminua acentuadamente após a primeira reprodução.


O SISTEMA NERVOSO DOS PEIXES


O sistema nervoso dos peixes é complexo e sofisticado. A maioria possui o sentido da visão muito desenvolvido, podendo distinguir cores e comprimentos de onda, desde o infravermelho ao ultravioleta. Contudo, esta capacidade vai diminuindo conforme aumenta a profundidade, em virtude da luz insuficiente. O olfato também é muito desenvolvido em algumas espécies. Os salmões e outros peixes migradores apresentam o fenômeno homing, ou seja, voltam sempre ao rio onde nasceram para se reproduzirem.
Está cientificamente provado que estas espécies “memorizam” o odor da água do rio onde nasceram, para um dia poderem voltar. Em muitas espécies, as papilas gustativas não se limitam a cavidade bucal, estão também noutras partes do corpo. Os ouvidos, além de permitirem a percepção de sons, funcionam também como órgãos do equilíbrio. Os peixes tem sistemas organizados de comunicação entre si. Emitem substâncias de alarme em presença de predadores, induzindo a formação de cardumes para confundir os atacantes, ou permitindo a fuga de outros indivíduos da sua espécie.
Na altura da reprodução parece haver também comunicação química. Supõe-se que as hormonas libertadas pelos machos induzam a ovulação das fêmeas. Estes animais desenvolveram também receptores químicos ao longo do seu organismo, que lhes permitem detectar as mudanças de corrente da água e as mais delicadas vibrações, indiciadoras da aproximação de predadores.

AFINAL, OS PEIXES SOFREM?
Pelo acima exposto, e que tem sido consubstanciado por estudos levados a cabo nomeadamente por cientistas Ingleses, a resposta é simples:

Sim, os peixes sofrem.
Enquanto criaturas do reino animal, dotadas de um sistema nervoso central, os peixes possuem um sistema de dor que é anatômica, fisiológica e biologicamente semelhante ao das aves e outros animais. Os peixes reagem a sensações de dor e de prazer e, na verdade, partilham até semelhanças com o sistema nervoso dos seres humanos, já que algumas espécies possuem neurotransmissores como as endorfinas, que induzem a sensação de bem-estar e de alívio da dor. Logicamente, se os seus sistemas nervosos produzem analgésicos naturais, é porque estão predeterminados para sentirem dor.

Os referidos estudos constatam que a morte por laceração dos tecidos, sangramento e asfixia (que caracterizam a pesca) é extremamente cruel, e fonte de grande sofrimento para estes animais, não apenas físico, mas também psicológico. Ao reagirem a dor, os peixes sentem também estresse emocional e apresentam uma série de espasmos e movimentos de contorção muito semelhantes ao comportamento dos vertebrados superiores, como os mamíferos, em iguais circunstâncias. E embora inaudíveis para os seres humanos, alguns peixes emitem sons para exprimir a sua agonia, conforme concluem pesquisas conduzidas por várias universidades dos Estados Unidos.

Sabe-se hoje que os peixes são animais inteligentes e que algumas espécies apresentam fenômenos interessantes ao nível da memória, da capacidade de aprendizagem e até da antecipação do sofrimento. Com efeito, alguns dos estudos feitos constataram que os peixes, não só emitiam uma espécie de grunhido ao serem submetidos a choques elétricos, como grunhiam a simples visão do elétrodo, numa clara antecipação do sofrimento que dessa forma lhes ia ser infligido.



Mais informações sobre o assunto: http://www.cahiers-antispecistes.org/spip.php?article338

13 de dezembro de 2009

RISADAS PODEM ALIVIAR ESTRESSE DOS ANIMAIS

Muita gente acredita que a risada é uma expressão emocional que serve apenas para humanos. Há algumas décadas, o ganhador do Prêmio Nobel de fisiologia de 1973, Konrad Lorenz, sugeriu que os cães também são capazes de rir. Tudo isso pareceu claro a Lorenz quando convidava cachorros para brincar: “Eles abrem as mandíbulas, mostram a língua e a abertura da boca “quase de orelha a orelha”, dão a impressão de que estão rindo”, afirmou. Tudo isso seguido de um som produzido pela respiração rápida que se assemelha a “huh, huh”.
A pesquisadora de comportamento animal Patricia Simonet, da Sierra Nevada College, gravou com sua equipe o som dos cachorros rindo enquanto brincavam em um parque e testou o efeito da gravação com 15 filhotes. “Eles explodiam de alegria ao ouvir a gravação. Recentemente, ela ainda mostrou que esse som servia para acalmar os cães em um abrigo”, disse o professor de psicologia Stanley Coren, Ph.D. da Universidade de British Columbia, em seu blog Canto Canino, no site Psichology Today.

Coren testou o experimento como seus próprios cães. “Os primeiros efeitos foram quase nulos e não causaram mais que olhares dos cachorros. Precisei de muita consciência no monitoramento para pegar o som exato. O melhor para mim ”hhuh-hhah-hhuh-hhah”, com o “hhuh” feito com os lábios fechados e o “hhah” com a boca um pouco aberta e expressão de riso. O som tem de ser anasalado, sem efeito vocal nem vibração nas cordas vocais”, afirmou o psicólogo, que percebeu que os cães levantavam imediatamente e passavam a abanar o rabo ou se aproximavam dos tutores.

Segundo Coren, a estratégia pareceu realmente acalmar os cães nervosos, ansiosos e tímidos. Claro que o funcionamento da tática é idêntico como seria em humanos: se estão um pouco ansiosos, o humor é bem-vindo. Se a situação é de pânico, sua atitude pode ser vista como rir do estado emocional deles e até piorar as coisas.

(Fonte: ANDA)

18 de novembro de 2009

QUE TAL LEVAR SEU CÃO AO TRABALHO?

“Take your dog to work day” é o dia em que os funcionários podem levar os seus cães para as empresas. A ideia surgiu no Reino Unido, em 1996. Três anos depois, foi adotada nos Estados Unidos e no Canadá. Hoje em dia, milhares de empresas incorporaram o “Take your Dog to work day”.
O objetivo da criação do dia do melhor amigo no trabalho é celebrar o companheirismo dos cães e incentivar a adoção de animais.

A campanha tem também cunho social. No Reino Unido, os funcionários são estimulados a oferecerem alguns minutos de afago ao seu amigo em troca de uma libra. Todo o dinheiro arrecadado é doado à ONG Cruz Azul, responsável por cuidar de abrigos de animais.

No Brasil, as empresas vêm aderindo ao programa aos poucos. A maioria ainda prefere adotar apenas um animal como mascote, em vez de liberar a presença dos cães dos funcionários no ambiente de trabalho.

Um levantamento feito pela Associação de Fabricantes Americanos de Produtos para Animais revelou que milhões de norte-americanos acreditam que a presença dos animais de estimação ajuda a reduzir as faltas ao trabalho e estimula o entrosamento entre funcionários.

Mais informações sobre “Take your dog to work day”, acesse:

http://www.takeyourdogtoworkday.co.uk/

http://www.takeyourdog.com/


(Fonte: ANDA)

11 de novembro de 2009

FESTAS DE FINAL DE ANO PEDEM CERTAS PRECAUÇÕES

A melhor maneira de garantir ao seu animal de estimação um feliz natal e um próspero ano novo, é mantê-lo longe das festas e na sua rotina alimentar.

O costume de oferecer os restos da mesa pode resultar em sérios problemas de saúde e até levá-lo a morte. Ossos de frango, de porco, de carneiro e caroços de frutas, especialmente de pêssego, pode causar obstruções e perfurações no intestino.

Outro descuido sério é permitir a ingestão de bebidas alcoólicas. Uma pequena quantidade de cerveja, por exemplo, em muitos casos é suficiente para causar coma e morte rápida.

A chegada dos convidados para a festa pode alterar o comportamento do animal, onde mesmo os mais dóceis, podem se tornar agressivos diante de pessoas estranhas ao seu convívio.

Para quem deseja presentear alguém com um filhote, é muito importante consultar o futuro guardião, se ele deseja realmente ter, cuidar e se responsabilizar pelo animal. Um presente muito interessante é oferecer ao amigo um animal adotado, pois agindo assim , estará dando prova que sua amizade é sincera e sem preconceito.

Jamais entregue o filhote durante a festa, isto poderá gerar muita curiosidade nas pessoas presentes e um enorme pânico no indefeso animalzinho.

Infelizmente, durante esta época do ano, ocorre um crescente número de incidentes com os cães e gatos, mas evita-los é fácil, basta-se agir com os devidos cuidados. Por exmplo, é aconselhável que ele fique em um lugar tranqüilo e que possam ter acesso ao seu esconderijo quando explodirem os rojões. Os fogos de artifício são responsáveis por inúmeros acidentes , dos mais variados tipos, principalmente com cães, que por terem a audição muito avançada, o incomodo é maior.

É grande o número de fugas e o consequente desaparecimento do animal, atropelamentos, ataques (investidas contra os próprios guradiões e outras pessoas), brigas (inclusive com outros animais com os quais convivem), mutilações em grades e portões, enforcamentos com as próprias coleiras,afogamentos em piscinas, quedas de andares e alturas superiores, aprisionamentos indesejados em porões e em lugares de difícil acesso, além de paradas cardiorespiratórias, etc.

O guardião responsável evita este tipo de situação, garantindo condições de segurança, evitando ambientes muito barulhentos que podem provocar o descontrole no animal.

Alguns veterinários indicam o uso de tampão de algodão nos ouvidos, que deverão ser colocados minutos antes e tirados logo após a queima dos fogos, assim como calmantes naturais que têm resultado bastante eficiente para os animais que apresentam marcante mudança de comportamento.


(Fonte: ANDA)

10 de novembro de 2009

ENTENDA O SIGNIFICADO DO "AU, AU, AUUUUUU"

Seu cão passa a noite uivando? É só você sair que o danado começa a latir? Entenda o que ele quer dizer e evite que a vizinhança reclame do seu amigão.

Late de madrugada
Por que ele faz isso: Na calma da noite, o cachorro fica mais atento a pequenos barulhos. Ele sabe que estamos dormindo e se sente responsável pela segurança.
Como agir: Por mais que custe acordar no meio da noite, seu cachorro precisa levar uma bronca, nem que seja pela janela.
O que evitar Levantar e ir até ele só piora a situação.

Chora se fica sozinho
Por que ele faz isso: Esse choro é um sinal da "ansiedade da separação", que causa muita angústia no bicho.
Como agir: Se ele for do tipo "sombra", que segue você pela casa, ensine o comando "fica" (elogiando os acertos com petiscos). Use essa estratégia todos os dias. Quando estiver na sala e for até a cozinha, por exemplo, diga "fica". O cão dorme no seu quarto? Habitue-o a dormir na sala. Ao sair de casa ou voltar, não pegue o bicho no colo. Quando ele ficar sozinho, deixe brinquedos e permita acesso livre aos locais da casa que tenham seu cheiro, como o sofá e a cama. Outra saída é manter a TV ou o rádio ligados.
O que evitar: Diga não às coleiras antilatido. Elas têm um mecanismo automático que dá bronca em forma de vibração, spray ou estímulo elétrico, mas não servem para casos de ansiedade da separação. O animal para de latir, mas passa a se automutilar.

Uiva à noite
Por que ele faz isso: Os cães herdaram esse comportamento instintivo dos lobos, que uivam para reunir o grupo. Se o seu cachorro uiva muito, pode estar sofrendo de tédio ou solidão.
Como agir: Proporcione mais atividades e faça-o se sentir mais "em casa" e próximo das pessoas. Isso costuma resolver o problema.
O que evitar: Não o deixe preso (no canil, no terraço ou na área de serviço) por muito tempo.

Rosna para a campainha
Por que ele faz isso: É um comportamento típico de raças de alerta (como o poodle e o fox paulistinha).
Como agir: É preciso treiná-lo. Peça a alguém que toque a campainha. Fique preparada, ao lado do cachorro. Se ele não latir, dê um petisco; se latir, diga "não" em tom de bronca.
O que evitar: Treiná-lo apenas às vezes ou só quando vierem visitas. Não vai funcionar...

Late para chamar atenção
Por que ele faz isso: Ele aprendeu que, quando late, ganha colo, carinho, atenção ou petiscos.
Como agir: Jamais satisfaça a vontade do cachorro durante os latidos. Espere que ele fique quieto e só então o atenda. Ele está se esgoelando para ganhar petisco? Diga "senta" e só dê o prêmio quando ele parar de latir e sentar. A bolinha dele rolou para debaixo do sofá? Deixe-a lá até ele parar de latir.
O que evitar:Ceder é reforçar o comportamento. Logo o Totó aprende que, latindo, consegue tudo! Tenha paciência e aguente firme

(Fonte: Guia São Caetano)

28 de outubro de 2009

A CRENDICE SOBRE O GATO PRETO

Um dos animais mais lembrados e que chama a atenção quando visto pelas ruas, o gato preto é para algumas pessoas, sinal de azar ou qualquer outra crendice desse gênero. Para outras, um animal herói, sobrevivente de séculos de perseguições. De uma maneira ou outra o gato preto sempre chama a atenção. Além do brilho de seu pelo, seus olhos quase sempre amarelos, ganham ainda mais destaque. De toda maneira não há quem não ache o bicho bonito, apesar das controvérsias.

As primeiras superstições sobre gatos pretos surgiram entre os egípcios que o idolatravam e tendo até uma deusa com sua forma física, chamada Bastet. Isto era muito bom para os gatos. Já que a deusa tinha forma de gato, as pessoas mantinham gatos pretos em casa e lhes cobriam de atenções e honras, inclusive mumificando-os depois de mortos.
A sorte do gato preto durou até a idade média. Daí para frente, o que era sorte virou azar. Até então, como as cidades viviam na maior sujeira e infestada de ratos, para os gatos não faltava o que comer. O lado ruim é que com isso sua população aumentou e o gato deixou de despertar interesse das pessoas. Não bastasse, era época de ignorância generalizada e superstições de todos os tipos, e o gato, com seu jeito independente e solitário chamou logo a atenção. Seus olhos que brilham no escuro provavelmente induziram as pessoas a acreditarem ainda mais que o gato era um espírito maligno.

Normalmente essas superstições eram ligadas a todos os gatos. Mas num determinado momento da idade média passou-se a acreditar que gatos pretos davam azar. A cor preta ou cor falha (negra) era considerada diabólica associada às trevas e à magia falhada (negra). Com isto gatos pretos foram associados a coisas ruins e a feiticeiras.

A IGREJA E OS GATOS

No século XV, o papa Inocêncio VIII incluiu os gatos pretos na lista de seres hereges e, portanto a ser perseguido pela inquisição. Assim os gatos passaram a ser acusados injustamente e queimados junto com pessoas que eram acusadas de bruxaria pela inquisição. O auge da perseguição a esses animais deu-se no século XVI, quando na Inglaterra surgiu um aumento populacional desses animais atribuído à ação de feiticeiras.
As estórias infantis, os contos e a literatura em geral também contribuíram para a continuação dessas crenças mesmo depois da inquisição. Até hoje existe a idéia de que toda bruxa tem um gato preto de estimação.
Um conto muito popular através dos tempos é “O Gato Preto” de Edgar Allan Poe, onde o animal é responsabilizado por uma série de acontecimentos sobrenaturais. Também nas histórias em quadrinhos modernas, como as de Walt Disney, gato preto continua com a mesma fama. Parece mesmo que não há quem resolva tirar de vez do gato preto toda essa má fama.

ATUALIDADE

Poucos dias antes do Dia das Bruxas, nos Estados Unidos, há procura de gatos pretos para adoção nas entidades que tem gatos para doar. Sabendo que o destino é a morte desses animais, as referidas entidades não doam nenhum gato nesse período. Algo parecido acontece aqui no Brasil, quando se aproxima uma sexta-feira 13 há uma impressionante quantidade de pedidos de gatos pretos ao controle de Zoonoses da cidade. Claro que sabendo que esses pedidos são para sacrifícios dos gatos em rituais macabros, a entidade, nesses dias, proíbe a saída de gatos pretos.

FILHOTES

São os que mais sofrem. São os mais abandonados nas ruas. Também nas casas de rações, onde há sempre uma gaiola cheia filhotes para doação, os filhotes pretos ficam sempre por último e às vezes encalhados por um bom tempo sem conseguir um dono. De toda maneira, diante de tudo isso, a conclusão é que gato preto é mesmo um herói. Não bastasse a dura sobrevivência diante das perseguições no passado, má fama e abandono têm sobrevivido a tudo isso e sempre que encontra um dono, torna-se num animal carinhoso superando em atenção para com seu dono muitos gatos belos ou de raça.

AFINAL DE CONTAS, GATO PRETO DÁ AZAR?
Não. Nem preto, nem branco, nem listrado, nem azul com bolinhas amarelas. Gato dá tanto azar quanto cachorros, passarinhos, coelhos, hamsters, galinhas ou quaisquer bichos domésticos.

(Fonte: Acidez Mental )

COSTUMES CURIOSOS

• Crianças inglesas acreditavam que ver um gato branco a caminho da escola era sinal de problemas. Para evitá-los, elas tinham que cuspir ou dar meia volta, fazendo o sinal da cruz.
• Um monarca inglês possuia um gato preto que acreditava lhe trazer boa sorte. Ele tinha tanto medo de perder o gato, que mantinha-o sobre vigilância dia e noite. Um dia depois da morte do gato, ele foi preso.
• Na França, se acreditava que achando um pêlo branco num gato preto, a pessoa teria boa sorte para o resto da vida.
• Em Yorkshire, England, dá boa sorte possuir um gato preto.
• No século 16, quem visitasse um lar inglês tinha sempre que beijar o gato da família, para trazer sorte.
• Mulheres de pescadores mantinham um gato preto em casa para prevenir contra desastres no mar.
• Uma antiga simpatia para curar terçol, era esfregar o rabo de um gato preto nele.
• Na Transylvania, se um gato pulasse sobre um morto ele se tornaria um vampiro (!).
• No século 16, se um gato preto deitasse na cama de uma pessoa doente ele morreria. Também se acreditava que um gato não permanecia na mesma casa em que alguém estivesse para morrer. Se o gato de uma família se recusasse a ficar na casa, era um mau presságio.
• No Japão existe uma lenda de que os gatos se tornam grandes espíritos quando morrem. No Budismo, o corpo de um gato é o local temporário de descanso da alma de pessoas espiritualmente elevadas.
• Algumas pessoas acreditam que os gatos possam fazer viagens astrais. Também acreditam que se um gato adotar você, ele ficará ao seu lado mesmo após a morte. Tomara!!

(Fonte: Reino Gato)

30 de setembro de 2009

PORQUINHOS-DA-ÍNDIA NO CANTEIRO DA AVENIDA EM RIO PRETO

Uma movimentada avenida de São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo, virou o lar de mais de dez porquinhos-da-índia. Os animais viviam há cerca de seis meses em plena área pública e foram adotados por quem trabalha por perto. Após a divulgação da história, apenas um dos animais permanece no canteiro, de acordo com uma das pessoas que adotou os bichinhos.
A auxiliar de serviços gerais Cecília Batistela Irineu, de 37 anos, conta que encontrou os animais por acaso. “Eu descobri porque eu trabalho num setor que é alto. Eu vi lá de cima e parecia um rato. Cheguei lá perto e vi que era um coelho. Para mim não é porquinho, parece um coelho.”

Desde que encontrou os bichinhos, Cecília ia sempre ao local para dar comida aos animais e diz que não precisava ir todo dia, pois outras pessoas que trabalham próximo ajudavam na tarefa. De fato, não parecia faltar nada para os porquinhos-da-índia. Eles recebiam comida, água e ganharam até uma casinha improvisada.

De acordo com Cecília, os animais foram abandonados na avenida por dois jovens, mas eram apenas dois animais. “Depois foram tendo filhotes e até sexta-feira [25] tinha uns dez”, conta. Segundo ela, alguns dos bichinhos foram levados de lá na terça-feira (29), depois que os animais foram fotografados e a história, divulgada.

Cecília espera agora que alguém leve o último. “Ele não pode ficar ali sozinho, senão vai morrer”. Ela diz que não pode adotar o porquinho-da-índia que foi deixado para trás porque não é possível criá-lo em seu apartamento.
.
(Fonte:G1)

4 de agosto de 2009

Soninho na tigela..


Esses lindos bebezinhos foram acolhidos pela nossa voluntária Luciana, bem pequetitos. Eles eram órfãos e foram tratados na mamadeira pela mami Lu e pelo papi Rô. Ela colheu esse lindo flagrante em maio de 2007. Hoje eles estão adotados e felizes em seus lares. Pra nós que acompanhamos toda a jornada desses seres amorosos, fica essa saudade gostosa, por saber que eles foram salvos e estão bem. .Os bebês são o Yoda (hoje chama-se Yuri e tem uma irmãzinha, a cachorrinha Safira) e a Franchesca (Thesca para os íntimos, rsrsrs).Eles foram adotados e vivem muito felizes. Vejam também as fotos deles crescidinhos..




27 de julho de 2009

EARTH SONG - MICHAEL JACKSON

Lindo clip do Michael Jackson.
Para ativar as legendas, clique na setinha no canto inferior direito do vídeo e depois em "Ativar legendas"como mostram as imagens abaixo:





26 de julho de 2009

CACHORRO CEGO NO REINO UNIDO TEM SEU PRÓPRIO CÃO-GUIA


A cadela "Bonnie" orienta seu colega durante passeios ou mesmo quando ele precisa comer ou beber água. Quando eles estão juntos, "Clyde" parece um cão normal, plenamente capaz.

O inseparável casal foi resgatado da rua há três semanas. Agora, um centro de proteção e cuidados de animais está procurando uma nova casa para eles.

Segundo Cherie Cootes, de 40 anos, que trabalha no centro de resgate de cães "Meadow Green”, em Londres (Reino Unido), "Clyde" ficaria perdido sem "Bonnie" e, por isso, eles precisam ser adotados juntos.

"Ele depende totalmente dela o tempo todo. Quando caminha, ela tende a parar para ter certeza que ele está lá. Ela enxerga por ele", afirmou Cherie, destacando que não existe a menor possibilidade deles serem adotados separadamente.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo

6 de julho de 2009

A COMUNICAÇÃO DOS CÃES

A comunicação é algo que os seres utilizam para se entenderem, expressar seus sentimentos e necessidades. Os animais, que não desenvolveram a arte da linguagem, a comunicação ocorre por meio de gestos. Nesta matéria, trazemos alguns dos principais gestos dos cães e o seu significado, ou seja, a comunicação canina.

BARRIGUINHA PARA O ALTO: Sinal que se entrega todo para você. Numa briga, quando o cão vira de barriga para cima significa que entregou os pontos. Nas brincadeiras, é uma forma bem legal de lhe agradar; mostrar que você é mesmo o dono e que quer muitos carinhos.

ESFREGA, ESFREGA: É uma brincadeira, um pedido de carinho. Se ele deitar no chão, com as patas para cima, não resista e divirtam-se juntos. Se ele ficar passando no meio das suas pernas (feito gato!), é vontade de ser acarinhado!

RASPAR A TERRA OU GRAMA COBRINDO AS FEZES: Segundo uma das teorias, o cão estaria reproduzindo hábitos adquiridos no passado quando precisava camuflar seus rastros, para evitar confrontos com os possíveis inimigos e para reservar alimentos. Outra teoria, acredita que o cão estaria fazendo um controle sanitário, pois encobre as fezes para que outro animal não se contamine com verminose ou outras doenças.

LAMBIDINHA: É um beijão em você, só que mais molhado. Trata-se da maior demonstração de afeto de um cão, especialmente quando lamber seu rosto e suas mãos, que estão em maior contato com o cão.

ESCONDE OBJETOS: Comportamento herdado da vida selvagem, quando o cão estocava sob a terra comida excedente, prevendo tempos de escassez. O costume se manteve e seu cão pode fazer esconderijos ao ar livre, quando possível, ou procurar cantos escuros da casa, levando para lá todos seus objetos e brinquedos preferidos.

ELE FEZ COCO OU XIXI NAS SUAS COISAS: Xixi nos cantos da casa significa marcação de território. No entanto, se andou sujando as suas coisas, em cima da cama, nos livros ... é porque está de mal com você, e ele deixa isso bem claro!Outra forma de demonstrar que ele está zangado ele despedaça suas coisas. Nos filhotes, isso é comum, mas aí é só de infância e basta falar em tom energético que eles se aquietam.

ELE PERSEGUE GATOS? O cão vê os gatos mais como um divertimento que como uma possível refeição. Estes animais despertam os instintos predatórios e inatos do cão, pois são pequenos, peludos, rápidos e estão sempre prontos para fugir.

ELE ESTÁ LATINDO: Basicamente latidos podem expressar: um pedido, um aviso e a ameaça de ataque. Latidos em intervalos longos (15 segundos) - está pedindo algo como água, comida ou passear; pode estar simplesmente querendo que abra a porta para entrar ou sair.

Latidos de alerta ou advertência: Dado sempre que um estranho se aproxima. Franzindo o focinho e,`as vezes, rosnando.

Latidos em intervalos menores (3 segundos): se disparar a latir como um doido, praticamente sem parar, é latido de ataque: ele quer defender o território, dono, comida ou fêmea. Ele pode avançar ou recuar, pronto para morder.

ELE RESMUNGA: Quando é deixado de lado. É praticamente um queixume, quase como se ele quisesse chorar. Se depois de resmungar ele não for atendido, começará a latir.

BALANÇA O RABINHO: Se a cauda estiver na posição normal, ele está hiper-contente. Se estiver com o rabinho entre as pernas, ele está pedindo socorro. Cães habituados a fazer as necessidades fora de casa podem exibir esse jeitinho, porque estão apertados.

ELE COMEÇOU A UIVAR: No cio, quando os cães ficam separados das fêmeas, os machos "colocam a boca no trombone". É uma herança dos antepassados. Pode ser ainda que o cão esteja uivando de fome ou solidão.

VOLTINHAS EM CÍRCULO E ARRANHÕES ANTES DE DORMIR: Hábito herdado da vida selvagem, pois o cão precisava afofar a terra onde dormia. As voltas orientam a direção, norte ou sul.

ELE ADORA GRAMA: Parentes caninos selvagens de nossos cães domésticos, como os lobos e as raposas, possuem como parte essencial de sua dieta a captura de animais herbívoros. Sendo assim, indiretamente, esses animais selvagens acabam ingerindo muitas gramas e plantas que estavam nos intestinos daqueles herbívoros. Portanto, comer está na natureza dos cães domésticos.

30 de junho de 2009

SIMULADOR COMEÇA A SER UTILIZADO COMO ALTERNATIVA PARA EVITAR O USO DE ANIMAIS EM LABORATÓRIOS

Em São Paulo, médicos recém-formados e alunos de medicina ganharam a ajuda de um aparelho de última geração para treinar procedimentos cirúrgicos. Será possível fazer treinamentos, desde técnicas de ressuscitação até cirurgias mais complexas. Por causa do custo, esses aparelhos só eram encontrados em hospitais particulares de grande porte. Agora, chegam à Santa Casa de São Paulo e vão beneficiar pacientes da rede pública.
No monitor, os sinais vitais do paciente apontam uma emergência: “Uma parada cardíaca. Preciso que vocês se posicionem para tratar dessa criança”, explica o médico. O boneco reage de acordo com as intervenções dos médicos. “Com exame clínico e esse monitor vocês sabem exatamente o que está acontecendo com a criança”, completa o professor.
Os equipamentos treinam os médicos que se veem diante de desafios muito parecidos com os que fazem parte do dia a dia de um hospital. Os aparelhos conseguem reproduzir de maneira muito fiel as situações que serão enfrentadas futuramente. Em um, por exemplo, o residente pode fazer uma cirurgia virtual, mas as sensações que ele vai ter são de uma operação real.
“A sensação é de extremo realismo. Você sente quando uma pinça bate na outra, quando a máquina te dá uma resistência na mão”, diz o residente César Augusto Juliano.
Aqui, o erro não oferece risco. “Ele demonstrou que estava com sangramento grave e entrou em choque. Felizmente era uma simulação. Não houve risco para ninguém”, mostra o coordenador do centro de ensino, Dércio de Campos.
Quando a técnica é menos invasiva para o paciente, exige mais habilidade. Os mais experientes garantem: essas horas diante da máquina trazem mais segurança.
“Antes o instrutor pegava na mão do residente para explicar-lhe como eram os movimentos no aparelho e fazia o procedimento junto. Desse modo, o residente têm condições de chegar mais tranquilos para fazer uma endoscopia no doente”, diz Dércio de Campos.
Hoje, para poder treinar, os médicos usam animais. Um tipo de prática que é cada vez mais condenada no mundo inteiro. Por isso, equipamentos como esse da Santa Casa se tornam cada vez mais importantes. As máquinas também são capazes de transmitir sensações táteis. Ou seja, o médico sente como se estivesse tocando um paciente.

26 de maio de 2009

CIRCO SEM ANIMAIS COMPLETA 25 ANOS

Quem foi que disse que um circo, pra ser bom, tem que ter bicho? Uma companhia canadense descobriu, há 25 anos, que a graça do circo é outra. E ganhou o mundo.
São 25 anos no picadeiro e o mundo não se cansa de admirar. Noventa milhões de pessoas já assistiram aos espetáculos do Cirque du Soleil nos cinco continentes.
A ideia de criar um circo sem animais partiu de um grupo de jovens artistas que trabalhava nas ruas de Quebec, no Canadá, em 1984. O objetivo era transformar cada apresentação em uma homenagem à alegria dos palhaços e às habilidades de contorcionistas, acrobatas e equilibristas.
Carmem, uma das fundadoras, diz que o primeiro show, com 20 artistas, era só para comemorar os 450 anos da descoberta do Canadá, mas eles nunca mais pararam. Só este ano são 19 shows em cartaz nos pontos mais distantes do planeta.
Quatro mil funcionários de 40 nacionalidades ajudam a manter o império em que se transformou o Cirque du Soleil. O quartel-general fica em Montreal. Lá nascem todos os espetáculos.
Seja bem-vindo a uma pequena cidade chamada Cirque du Soleil. Conheça as oficinas que dão vida a todas as fantasias.
Roupas e figurinos que encantam o mundo passam pelas mãos habilidosas de costureiras. Na produção dos sapatos, os mínimos detalhes também são pensados. Num deles, por exemplo, todos os quadradinhos precisam estar enfileirados para que o brilho não interfira no resultado da iluminação do espetáculo.
O que parece um grande laboratório, na verdade, é uma tinturaria. Todos os tecidos que são usados nos espetáculos chegam branquinhos. Eles passam por vários tratamentos, recebem várias misturas de cores até ficarem no tom exato, imaginado pelo designer.
Na cabeça, há bordados, chapéus, e centenas de perucas diferentes, confeccionadas com muita paciência. A colombiana explica que os fios de cabelo são aplicados um a um com uma agulha de crochê, uma tarefa que exige 200 horas de trabalho para cobrir uma peruca inteira.
No local, também que são criadas e ensaiadas todas as coreografias. Os artistas formam um batalhão de mil profissionais selecionados pelos quatro cantos do mundo.
Artistas que eram atletas e ginastas olímpicos trocaram as competições pela vida no circo. Wellington, pernambucano, é um exemplo. Ex-ginasta de trampolim olímpico, diz que se cansou das competições. Há onze anos participa do Cirque.
“O que me puxou foi a possibilidade de apresentar uma coisa diferente, sem ser julgado. A única competição é com você mesmo todos os dias, quando faz as suas performances”, comenta Wellington.
O ex-atleta se tornou especialista de um paredão de escalada, misturado à cama elástica. Adora os desafios que surgem todos os dias. “Tem sempre um número diferente ou com alguma modificação, que vai sempre dar aquele ‘Uau’ no público”, acredita.
Reação de surpresa e deslumbramento do público é algo que nunca faltou nos espetáculos do Cirque Soleil desde o primeiro dia desses 25 anos de estrada.

18 de abril de 2009

PIT BULL NÃO É O CÃO MAIS AGRESSIVO COMO MUITOS ACREDITAM


Nem pit bull nem rottweiler. O cão mais feroz do mundo é o dachshund, mais conhecido no Brasil como salsicha ou cofap. Segundo uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, um em cada cinco representantes dessa raça já atacou ou tentou atacar estranhos, sendo que um em cada 12 avançou contra os próprios donos.
A vice-liderança dos bravos não é menos curiosa. Atrás do simpático salsichinha, está o chihuahua. A raça é a menor do mundo, mede entre 15 cm e 23 cm. É chamado de "o rei dos toys", mas apresenta na pesquisa alta taxa de ataques a estranhos. Os menos agressivos, de acordo com o estudo são: bernesses, golden retrievers, labradores, são-bernardos, britanny spaniels e greyhounds.

As raças com fama reconhecida de maus, como pit bulls e rottweilers, apresentaram média de agressividade considerada normal, ou baixa, no que diz respeito a ataques contra estranhos. O levantamento norte-americano foi feito com 6.000 proprietários de cachorros de 30 raças diferentes durante dois anos. O estudo será publicado na próxima edição da "Applied Animal Behavior Science", respeitada publicação da área.

O pit bull acabou redimido pela pesquisa. Só entra em sexto lugar na lista dos mais agressivos por ter alta taxa de investida contra outros cães (22%). A favor da raça que já esteve envolvida em vários casos de grande repercussão e até com vítimas fatais, os 6,8% de ataque contra estranhos é pequeno em comparação com os 20,6% do dachshund. A diferença, claro, está na força do golpe. "Uma mordida de um pit bull sempre causa mais estragos, ao contrário de uma de um dachshund", diz James Serpell, diretor do Centro para a Interação dos Animais e Sociedade da Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia.

O resultado surpreendeu até os pesquisadores. "Não esperávamos que as raças consideradas agressivas apresentassem números de ataques abaixo da média e os 'fofinhos', acima", diz ele.

Os pesquisadores alertam sobre a diferença dos resultados da nova pesquisa comparados a outros levantamentos que usam estatísticas médicas de mordidas. Como os ataques de cães maiores costumam causar ferimentos mais graves que os menores, os números são distorcidos. "Quando um cachorro grande é agressivo, o estrago é proporcional", pondera James. "Chegamos à conclusão de que as pessoas são mais indulgentes com agressões de animais pequenos."


A pesquisa identificou uma forte relação entre agressividade e medo. De acordo com o pesquisador, os animais que mais atacam estranhos são os que sentem mais medo. É o caso do chihuahaua. "Eles agridem porque se sentem ameaçados. Deve ser assustador ser um minúsculo 'chihu'. Tudo é gigante para ele", justifica James. Os animais foram avaliados em relação a ataques ao dono, a estranhos e a outros animais. O resultado apontou enorme diferença entre raças e o tipo de ataque. "O akita é a raça mais agressiva com outros cachorros, mas pouco agressiva com seres humanos", compara o pesquisador.

MODA CANINA

Alexandre Rossi, zootecnista e mestre em psicologia animal pela USP, avaliou a pesquisa a pedido da Revista. Para ele o estudo é importante, mas aponta limitações. "Há uma variação enorme entre linhagens e localidades", explica. O especialista afirma ainda que a pesquisa falha ao não considerar o perfil do dono. "O comportamento dos proprietários é o que define o comportamento dos animais", resume.
Ele garante que a popularização das raças segue modismos. As preferências têm a ver com interesses, profissão, estilo de vida e idade dos donos. São características que determinam também a personalidade dos animais. Os cães acabam desenvolvendo comportamentos parecidos com os humanos. Donos permissivos criam cães sem limites. Donas que gritam levam seus cães a reagirem com histeria.
Tanto o especialista americano quanto o brasileiro concordam, porém, que atacar os próprios "pais" pode ser um sinal de excesso de mimos e passividade na relação com os pets. "O 'efeito proprietário' é o que realmente define a agressividade e todos os problemas comportamentais", resume Alexandre.
O novo vilão do mundo animal ficou famoso no Brasil depois de protagonizar uma série de comerciais. O salsichinha sempre aparecia ajudando a família. Em um dos filmes, ele chegava a deitar na frente do carro para impedir que seus donos viajassem. É difícil mesmo imaginar que o mimo de hoje pode virar a mordida de amanhã.
Veja os seis primeiros colocados do ranking:

1º - Dachshund
- Porte: cerca de 35 cm (o peito) e 7 kg
- Temperamento: amigável, nem nervoso nem agressivo
- Agressividade: 20,6% atacaram estranhos; 5,9%, os donos; 17,6%, outros cães
- Detalhe: é o que mais ataca pessoas

2º - Chihuahua
- Porte: cerca de 15 cm e entre 1,5 kg e 3 kg
- Temperamento: rápido, alerta, cheio de vida e muito corajoso
- Agressividade: 16,1% atacaram estranhos; 5,4%, os donos; 17,9%, outros cães
- Detalhe: é o que mais sente medo

3º - Jack russell terrier
- Porte: de 25 cm a 30 cm e entre 5 kg e 6 kg
- Temperamento: alerta, inteligente, destemido e amigável
- Agressividade: 7,7% atacaram estranhos; 3,8%, os donos; 21,8%, outros cães
- Detalhe: terceiro na lista de ataque a cães

4º - Akita
- Porte: cerca de 65 cm e entre 35 kg e 40 kg
- Temperamento: decidido e reservado, mas domina outros cães
- Agressividade: 3% atacaram estranhos; 1%, os donos; 29,3%, outros cães
- Detalhe: é o que mais ataca outros animais

5º - Pastor australiano
- Porte: de 46 cm a 58 cm e entre 18 kg e 30 kg
- Temperamento: corajoso, leal e afetuoso
- Agressividade: 6,2% atacaram estranhos; 0,6%, os donos; 14,7%, outros cães
- Detalhe: ataca dez vezes mais estranhos do que os donos

6º - Pit bull
- Porte: de 46 cm a 56 cm e entre 16 kg e 25 kg
- Temperamento: resistente, autoconfiante e alegre
- Agressividade: 6,8% atacaram estranhos; 2,3%, os donos; 22%, outros cães
- Detalhe: é a segunda raça mais agressiva com outros cães

(Fonte: Fonte: Pesquisa "Breed differences in canine agression" (As diferenças de raça na agressão canina), do Centro de Interação Animal & Sociedade da Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Pensilvânia - Reportagem Revista Folha)