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8 de agosto de 2010

HOME - O MUNDO É NOSSA CASA

Se você ainda não assistiu, vale a pena assistir.

"Foi lançado dia 5 de Junho de 2009, Dia Mundial do Ambiente, numa intervenção nunca vista - simultaneamente em cerca de 50 países; ao mesmo tempo em DVD, na TV e na Internet, com o objetivo de chegar ao maior número de pessoas possível.

O documentário de Yann Arthus-Bertrand tenta alertar para a necessidade de travarmos já hoje o processo de destruição progressiva do planeta iniciado pelo Homem há 200 mil anos e extraordinariamente agravado nos últimos cinquenta anos.

O filme apresenta grande qualidade visual, mostrando-nos imagens aéreas e não só de mais de cinquenta países de todo o mundo de tal beleza que por diversas vezes nos perguntamos se serão reais.

Ainda que não se queira pessimista, o documentário é bastante alarmista, apresentando prazos curtíssimos para grandes danos ambientais ainda por nós incalculados. Centrado essencialmente nas últimas décadas, o documentário tenta compensar esse choque que provoca com uma mensagem de esperança ao lembrar todas as iniciativas que já foram tomadas para evitar o esgotamento das fontes de energia, o aquecimento global, a destruição de inúmeros ecossistemas entre outros aspectos e ao apelar a que cada espectador faça a sua parte quanto mais não seja tomando real consciência do estado das coisas."



















27 de julho de 2010

BARCO FEITO DE GARRAFAS PET TERMINA TRAVESSIA DO OCEANO PACÍFICO

Um barco feito com 12.500 garrafas pet recicladas chegou nesta segunda-feira (26/07/2010) ao porto de Sydney, depois de quatro meses de travessia do Oceano Atlântico. O objetivo da viagem era chamar a atenção para os riscos que o lixo plástico significam para os m
ares.

O Plastiki é um catamarã de 18 metros de compromento. A tripulação, de seis pessoas, contou que enfrentou fortes tempestades durante a travessia, que começou em 20 de março em San Francisco, na Califórnia.

Durante o trajeto, eles pararam em várias ilhas do Pacífico, como Kiribati e Samoa.


"Foi uma aventura extraordinária", disse o capitão, David de Rothschild, que é da famosa família de banqueiros britânicos.
David, de 31 anos, disse que teve a ideia da jornada depois de ler um relatório das Nações Unidas, em 2006, que dizia que a poluição, principalmente a do plástico, era um risco para os oceanos.


O barco é quase inteiramente feito de garrafas, unidas por uma cola orgânica feita de cana e de caju, mas também inclui outros materiais.


"A jornada do Plastiki é uma jornada do lixo ao triunfo", disse Jeffrey Bleich, embaixador dos EUA na Austrália, que recebeu a equipe.


(Fonte: G1)

26 de julho de 2010

POSTE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA 100% ALIMENTADO POR ENERGIA EÓLICA E SOLAR

Empresário cearense desenvolve o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energia eólica e solar.

Não tem mais volta. As tecnologias limpas – aquelas que não queimam combustível fóssil – serão o futuro do planeta quando o assunto for geração de energia elétrica. E, nessa onda, a produção eólica e solar sai na frente, representando importantes fatias na matriz energética de vários países europeus, como Espanha, Alemanha e Portugal, além dos Estados Unidos. Também está na dianteira quem conseguiu vislumbrar essa realidade, quando havia apenas teorias, e preparou-se para produzir energia sem agredir o meio ambiente. No Ceará, um dos locais no mundo com maior potencial energético (limpo), um ‘cabeça chata’ pretende mostrar que o estado, além de abençoado pela natureza, é capaz de desenvolver tecnologia de ponta.

O "professor Parda"l cearense é o engenheiro mecânico Fernandes Ximenes, proprietário da Gram-Eollic, empresa que lançou no mercado o primeiro poste de iluminação pública 100% alimentado por energias eólica e solar. Com modelos de 12 e 18 metros de altura (feitos em aço), o que mais chama a atenção no invento, tecnicamente denominado de Produtor Independente de Energia (PIE), é a presença de um avião no topo do poste.
Feito em fibra de carbono e alumínio especial – mesmo material usado em aeronaves comerciais –, a peça tem três metros de comprimento e, na realidade, é a peça-chave do poste híbrido. Ximenes diz que o formato de avião não foi escolhido por acaso. A escolha se deve à sua aerodinâmica, que facilita a captura de raios solares e de vento. "Além disso, em forma de avião, o poste fica mais seguro. São duas fontes de energia alimentando-se ao mesmo tempo, podendo ser instalado em qualquer região e localidade do Brasil e do mundo", esclarece.

5 de junho de 2010

ZOOLÓGICOS - CRUELDADE E HUMILHAÇÃO

Como parte dos deveres e prazeres de um avô, levei minhas netas ao Jardim Zoológico, o mesmo que me encantara na infância. Na saída, elas estavam meio decepcionadas, e o avô deprimidíssimo.

Os grandes felinos, atração máxima, dormiam prostrados, uns na toca e outros no fundo da jaula. Pareciam dopados, mas me disseram que os tratadores lhes antecipam o almoço para que apaguem e não se perturbem com as multidões de crianças e adultos gritando em frente ao cativeiro. Elas querem ação, e os pobres grandes felinos só querem dormir, talvez sonhar que estão numa savana africana correndo atrás de antílopes.


O velho elefante empoeirado balançava a tromba em desalento. O hipopótamo, talvez com vergonha, estava enfiado no seu abrigo e exibia só a traseira descomunal. Dois pinguins tinham sido comidos, na véspera, por enormes e ferozes cães vira-latas, vindos das matas e favelas vizinhas. Mais ferozes e malandros do que as feras enjauladas, cavaram um túnel sob a cerca e devoraram as aves.


O que há de educativo em ver bichos tristes e humilhados, expostos à visitação pública? É uma perversão do que se vê nos espetaculares documentários da televisão, onde realmente se aprende sobre os animais ? E sobre nós mesmos.


Os parques abertos, tipo Kruger ou Simba Safári, são mais humanos para os animais, que vivem livres na natureza e podem ser observados de dentro dos carros pelo público. O cativeiro só se justifica para preservar espécies em extinção, que merecem zôos cinco estrelas para reproduzir, e voltar à vida selvagem.


É espantoso que, em plena era da ecologia, da sustentabilidade e da correção política, ainda existam jardins zoológicos. São provas vivas de crueldade com os animais, deveriam ser extintos. No Rio de Janeiro, a lei já proíbe exibir animais em circos, e é cumprida.


Um vez sugeri aos amigos do Casseta & Planeta um quadro em que animais livres e pacíficos passeavam com seus filhos por um zoológico com jaulas cheias de humanos mentirosos, gananciosos, covardes, sádicos e assassinos. O que mais divertia os filhotes dos macacos era a gaiola dos políticos ladrões.
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Fonte: Nelson Motta - O Estado de S.Paulo

3 de junho de 2010

AJUDE A PROTEGER O CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO!

As mudanças propostas podem causar uma enorme perda para a proteção ambiental no Brasil. Nós não podemos caminhar na direção oposta de um futuro sustentável - vamos precisar de uma mobilizaçåo massiva para derrotar a poderosa bancada ruralista, mostrando que queremos a preservação e não o desmatamento! Avise seus amigos AGORA, peça que eles assinem a petição no link e encaminhem o alerta abaixo:

http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/97.php?cl_tta_sign=11daa2c5a2f4a42727c2f9da2fbb03cd

Caros amigos,

Dia 1 de junho nossas florestas irão sofrer um ataque perigoso – deputados da “bancada ruralista” irão introduzir uma proposta para destruir o nosso Código Florestal, tentando reduzir dramaticamente as áreas protegidas, incentivando o desmatamento e crimes ambientais.


O que é mais revoltante, é que os responsáveis por revisar essa importante lei são justamente os ruralistas, representantes do grande agronegócio. É como deixar a raposa cuidando do galinheiro!


Há um verdadeiro risco da Câmara aprovar a proposta ruralista – mas existem também alguns deputados que defendem o Código e outros estão indecisos. Nos próximos dias, uma mobilização massiva contra tentativas de alterar o Código, pode ganhar o apoio dos indecisos. Vamos deixar claro para os nossos deputados que nós brasileiros estamos comprometidos com a proteção dos nossos recursos naturais – clique abaixo para assinar a petição em defesa do Código Florestal e depois encaminhe esta mensagem par os seus amigos:


http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/97.php?cl_tta_sign=11daa2c5a2f4a42727c2f9da2fbb03cd


Enquanto o mundo todo está discutindo como preservar nossas florestas para futuras gerações, um grupo de deputados está fazendo exatamente o contrário: estão tentando entregar as nossas florestas para os responsáveis pela devastação e desmatamento do Centro-Oeste e da Amazônia. As alterações servem apenas para os latifúndios se expandirem mais, se houvesse uma revisão no Código, deveria ser para fortalecer proteções ao meio ambiente e apoiar pequenos produtores, e não para enriquecer o agronegócio.


As propostas absurdas incluem:


* Reduzir a Reserva Legal na Amazônia de 80% para 50%
* Reduzir as Áreas de Preservação Permanente como margens de rios e lagoas, encostas e topos de morro:
* Anistia aos crimes ambientais, sem tornar o reflorestamento da área uma obrigação
* Transferir a legislação ambiental para o nível estatal, removendo o controle federal


Essa não é uma escolha entre ambientalismo e desenvolvimento, um estudo recente mostra que o Brasil ainda tem 100 milhões de hectares de terra disponíveis para a agricultura, sem ter que desmatar um único hectare da Amazônia.


A proteção das floretas e comunidades rurais depende do Código Florestal, assim como a prevenção das mudanças climáticas e a luta contra a desigualdade do campo. Assine a petição para salvar o Código Florestal e depois divulgue!


http://www.avaaz.org/po/salve_codigo_florestal/97.php?cl_tta_sign=11daa2c5a2f4a42727c2f9da2fbb03cd


Juntos nós aprovamos a Ficha Limpa na Câmara e no Senado. Se agirmos juntos novamente pelas nossas florestas nós podemos fazer do Brasil um modelo internacional de desenvolvimento aliado à preservação.


Com esperança,


Graziela, Alice, Paul, Luis, Ricken, Pascal, Iain and the entire Avaaz team


Saiba mais:


País tem 100 mi de hectares sem proteção - Estado de São Paulo:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100505/not_imp547054,0.php


Estudos ressaltam importância ambiental do Código Florestal - WWF:
http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?24940/Estudos-ressaltam-importancia-ambiental-do-Codigo-Florestal

9 de maio de 2010

FELIZ DIA DAS MÃES!




CURIOSIDADES SOBRE ALGUMAS MAMÃES
Elas são dedicadíssimas: cuidam, protegem, alimentam, ensinam... Estamos falando das mães. Na maioria das espécies, são elas as responsáveis por ajudar o filhote a crescer e se desenvolver. E mãe não se engana: mesmo entre vários filhotes parecidos, encontra logo o seu. Conheça agora as mamães mais carinhosas – e curiosas! – do reino animal.

Na creche das leoas

A mãe leoa é muito cuidadosa com seus filhotes. Só que ela também tem que trabalhar fora, já que, entre os leões, a fêmea é quem caça. Como não dá para correr atrás das presas com os filhotes a tiracolo, as leoas acharam uma solução para esse problema: elas se afastam do resto do grupo e formam um clube de mães. Assim, às vezes, enquanto uma mãe vai caçar, outras cuidam dos filhotes, como se fosse uma creche, numa boa! Elas até sincronizam o parto para que os filhotes nasçam na mesma época e, assim, uma possa amamentar os filhos da outra. Sob os cuidados de várias leoas, não há como o filhote ficar desprotegido enquanto a mãe busca alimento para o grupo.


Bater? Jamais!

A mãe porquinho-da-índia é muito carinhosa com seus filhotes, que andam sempre atrás dela em fila indiana e gostam de subir em cima do seu corpo, brincando a valer. Às vezes, ela protesta quando eles exageram na procura da teta para mamar e dá um basta. Coisa de mãe, não é mesmo? Mas tudo isso sem bater ou morder! A mamãe porquinho-da-índia prefere alimentar os próprios filhotes, mas, como a leoa, deixa que os filhos de outras mães venham tirar uma casquinha do seu leite de vez em quando.


A mãe tarântula e seus 500 filhotes

As aranhas podem parecer bichos assustadores, mas algumas cuidam bem de seus filhotes! A tarântula constrói um saquinho esférico de seda, chamado ooteca, no qual põe os seus muitos ovos. E anda para lá e para cá, com o saquinho de ovos na ponta das fiandeiras – glândulas que ficam em seu abdômen. Se alguém tira a sua ooteca, ela fica aflita e tenta recuperá-la! E mais: mesmo sem tolerar o Sol, busca locais ensolarados para aquecer seus ovos. Ao achar um filete de luz solar, se posiciona de um jeito que os ovos são aquecidos enquanto ela fica na sombra. Os filhotes nascem protegidos dentro da ooteca e, quando chega a hora, saem desse saco e sobem nas costas da mãe, cobrindo-a inteira. Imagine a cena: uma aranha-mãe, coberta por mais de 500 filhotes, passeando na grama. Pois isso acontece mesmo. É verdade que, às vezes, os filhotes saem de cima da mãe, mas logo voltam. Só após algum tempo é que eles ganham independência e, então, vão pelo mundo, cada um por si.

A vida pelos filhotes


A batuíra, uma espécie de pássaro, vira uma fera quando outro animal põe seus filhotes em perigo. Para salvá-los, ela é capaz de colocar a si mesma em risco. Isso porque os predadores que se alimentam dessa espécie gostam muito de comer ovos ou filhotes. Quando algum deles se aproxima, a mãe se afasta do ninho, às vezes piando, para atrair a sua atenção e distraí-lo de sua prole. A batuíra faz até de conta que tem uma asa quebrada! Ela se arrasta como se estivesse machucada e frágil: um prato cheio para o predador. Sua preocupação é dupla: afastá-lo de seus filhotes e escapar dele, já que precisa voltar para o ninho sã e salva para cuidar de sua prole. Mas se não tiver jeito e o bicho não quiser ir embora, ela parte para a briga!

Dedicação exclusiva

A mãe muriqui é tão dedicada ao seu filhote que só cria um por vez. Apenas quando ele já está mais independente – cerca de três anos após o seu nascimento – é que a fêmea dessa espécie de macaco encomenda o seu próximo herdeiro. Antes disso, nada feito! E como é bom ter uma mãe assim... Ela, por exemplo, quase nunca castiga o seu filhote: permite que ele ande e brinque à vontade e só o chama para perto se for preciso. Também é uma equilibrista de primeira. Os muriquis percorrem a Mata Atlântica saltando de árvore em árvore. Agarrado à mãe, com a cauda enrolada na dela, o filhote vai de galho em galho a mais de 20 ou 30 metros do chão. Muitas vezes, a surpresa: a mãe muriqui se faz de ponte para que seu filho passe de uma árvore a outra. Ela segura com as patas traseiras o galho onde está e, com as dianteiras, o galho da outra árvore. O filhote, então, anda por cima da mãe e chega ao seu destino em segurança!

6 de abril de 2010

ANIMAIS SILVESTRES FAMINTOS PROCURAM A MORTE NAS CIDADES

É chocante e muito triste o recente fenômeno causado nos centros urbanos de municípios com grandes índices de desmatamento da Mata Atlântica. Devido à perda repentina do habitat, espécies de aves muito raras, antes só encontradas em matas bem preservadas, agora são facilmente observadas procurando alimento desesperadamente nas árvores frutíferas dos quintais das casas.

No último dia 4 de abril, por exemplo, em plena área urbana, três espécimes de guaxe (Cacicus haemorrhous) famintos atacavam abacates verdes de um abacateiro. Itaiópolis é um dos municípios recordistas em desmatamento de Mata Atlântica (Matas de Araucárias) nos últimos 15 anos.
Segundo uma vizinha do local, em sua casa também tem aparecido aves raríssimas e o guaxe chega a atacar até as flores do jardim - principalmente a lanterna-chinesa (Abutilon striatum).


O guaxe constrói o ninho em forma de um saco usando, geralmente, uma espécie de bromélia (barba-de-velho) como material. Ele costuma nidificar em colônias, o que garante maior proteção aos filhotes.
Quando a fauna refugiada do desmatamento procura comida nas cidades, recebe a sentença de morte imediata. Não escapa do pelotaço certeiro dos estilingues, das pedradas e dos tiros de espingardas.


Na semana passada, em Guaramirim (SC), um menino deu uma pedrada em uma garça cinzenta enorme, maior do que ele, quebrando uma das asas da pobre criatura. Sentindo uma dor terrível, a garça, gravemente ferida e impossibilitada de voar, foi solta nas arrozeiras do entorno da RPPN Santuário Rã-bugio, para esperar pela morte. Nada pôde ser feito a não ser lamentar profundamente.


O trabalho de proteção é feito de forma intensa em busca da diminuição do massacre dos animais silvestres. E, além das pedradas e pelotaços lançados por garotos, animais ainda são vítimas do desmatamento praticado pelos adultos – tanto os ilegais quanto os autorizados para loteamento.


Fonte: ANDA

3 de abril de 2010

BICHO-PREGUIÇA É ENCONTRADO EM CALÇADA DE AVENIDA NO GUARUJÁ/SP

Um bicho preguiça foi encontrado em uma das principais avenidas do Guarujá, no litoral paulista a 86 km de São Paulo. A fêmea de 3,5 kg, seis anos de idade foi resgatada pela Primeira Companhia de Policial Ambiental e levada para o Centro de Tratamento de Animais Silvestres, em São Vicente, a 65 km da capital paulista.

Após passar por bateria de exames, a fêmea - que está grávida - foi devolvida à natureza.




Fonte: R7 Notícias

9 de março de 2010

LIVRO MOSTRA QUE PEIXES SENTEM DOR E TEM SENTIMENTOS

Para muita gente, o peixe não passa de uma rica fonte de proteínas sem sentimentos. Mas um livro polêmico revela que os cientistas acreditam que esse animal, que já foi símbolo de estupidez, não só sente dor como possui uma vida emocional complexa.

A autora do livro Os peixes sentem dor?, Victoria Braithwaite, explica que não existe um motivo lógico por que as pessoas não devam tratar esses animais com a mesma consideração que dão aos mamíferos e pássaros.
O livro não foi escrito por um vegetariano radical, mas por uma bióloga marinha imparcial… e que come peixe.


Mas a conclusão de Victoria é surpreendente porque não estamos acostumados a ver os peixes como criaturas conscientes, revelou o jornal inglês DailyMail nesta segunda-feira (8).


A “face” sem expressão dos peixes, sua falta de membros e seu ambiente aquático meio alienígena tornaram difícil saber se eles deveriam ser tratados no mesmo nível dos pássaros, répteis e mamíferos ou agrupados junto a vermes, insetos e lagostas.


Os mamíferos possuem detectores de dor especializados, chamados nociceptores, que transmitem sinais ao cérebro quando eles se ferem. Os peixes também.


Para descobrir se os peixes sentem dor, a autora fez várias experiências. Ela injetou veneno de abelha e vinagre em volta da boca de alguns peixes.


Aqueles que receberam o veneno reagiram de forma diferente dos que não receberam as injeções – eles ficaram com a área irritada e perderam o interesse em comida até que o efeito do veneno passasse.


Experiências recentes feitas pelo biólogo marinho Peter Laming, de Belfast, na Irlanda, mostraram que o caminho da dor existe no peixe dourado, conectando receptores no couro, por meio da medula espinhal, ao cérebro.


Cientistas espanhóis descobriram que o peixe dourado, conhecido por sua estupidez, é capaz de aprender e de lembrar de seu caminho no meio da confusão.


Os chichlids-macho, peixes tropicais de água doce agressivos, são capazes de avaliar a habilidade de luta de seus potenciais rivais só de observar brigas anteriores.


Esta habilidade de criar um ranking mental é chamada de inferência transitiva, uma capacidade que o ser humano só atinge aos quatro anos de idade.


PEIXES


Os peixes pertencem ao reino animal e, dentro deste, são vertebrados. São seres aquáticos poiquilotérmicos (de sangue frio), que possuem corpo fusiforme, membros em forma de barbatana suportados por estruturas ósseas ou cartilaginosas, e guelras ou brânquias, com que respiram o oxigênio dissolvido na água.


Os primeiros peixes surgiram há cerca de 500 milhões de anos e eram semelhantes as lampreias atuais. Posteriormente, há aproximadamente 400 milhões de anos, surgiram os peixes com esqueleto cartilaginoso. Mais recentemente, há perto de 250 milhões de anos, surgiram os primeiros peixes com esqueleto ósseo. Existem mais de 29.000 espécies de peixes, o que faz deles o maior grupo dos vertebrados, subdividido em:


- Peixes ósseos (Osteichthyes, com mais de 22.000 espécies), a que pertencem as sardinhas, as garoupas, o bacalhau, o atum e, em geral, todos os peixes com esqueleto ósseo;


- Peixes cartilaginosos (Chondrichthyes, mais de 800 espécies), a que pertencem os tubarões e as raias;


- Vários grupos de peixes sem maxilas (antigamente classificados como Agnatha ou Cyclostomata, com cerca de 80 espécies), incluindo as lampreias e as mixinas (peixe-bruxa).


Os peixes encontram-se em praticamente todos os ecossistemas aquáticos, tanto em água doce como salgada. Ao contrário da maior parte dos vertebrados, os peixes crescem continuamente durante toda a sua vida, embora a taxa de crescimento diminua acentuadamente após a primeira reprodução.


O SISTEMA NERVOSO DOS PEIXES


O sistema nervoso dos peixes é complexo e sofisticado. A maioria possui o sentido da visão muito desenvolvido, podendo distinguir cores e comprimentos de onda, desde o infravermelho ao ultravioleta. Contudo, esta capacidade vai diminuindo conforme aumenta a profundidade, em virtude da luz insuficiente. O olfato também é muito desenvolvido em algumas espécies. Os salmões e outros peixes migradores apresentam o fenômeno homing, ou seja, voltam sempre ao rio onde nasceram para se reproduzirem.
Está cientificamente provado que estas espécies “memorizam” o odor da água do rio onde nasceram, para um dia poderem voltar. Em muitas espécies, as papilas gustativas não se limitam a cavidade bucal, estão também noutras partes do corpo. Os ouvidos, além de permitirem a percepção de sons, funcionam também como órgãos do equilíbrio. Os peixes tem sistemas organizados de comunicação entre si. Emitem substâncias de alarme em presença de predadores, induzindo a formação de cardumes para confundir os atacantes, ou permitindo a fuga de outros indivíduos da sua espécie.
Na altura da reprodução parece haver também comunicação química. Supõe-se que as hormonas libertadas pelos machos induzam a ovulação das fêmeas. Estes animais desenvolveram também receptores químicos ao longo do seu organismo, que lhes permitem detectar as mudanças de corrente da água e as mais delicadas vibrações, indiciadoras da aproximação de predadores.

AFINAL, OS PEIXES SOFREM?
Pelo acima exposto, e que tem sido consubstanciado por estudos levados a cabo nomeadamente por cientistas Ingleses, a resposta é simples:

Sim, os peixes sofrem.
Enquanto criaturas do reino animal, dotadas de um sistema nervoso central, os peixes possuem um sistema de dor que é anatômica, fisiológica e biologicamente semelhante ao das aves e outros animais. Os peixes reagem a sensações de dor e de prazer e, na verdade, partilham até semelhanças com o sistema nervoso dos seres humanos, já que algumas espécies possuem neurotransmissores como as endorfinas, que induzem a sensação de bem-estar e de alívio da dor. Logicamente, se os seus sistemas nervosos produzem analgésicos naturais, é porque estão predeterminados para sentirem dor.

Os referidos estudos constatam que a morte por laceração dos tecidos, sangramento e asfixia (que caracterizam a pesca) é extremamente cruel, e fonte de grande sofrimento para estes animais, não apenas físico, mas também psicológico. Ao reagirem a dor, os peixes sentem também estresse emocional e apresentam uma série de espasmos e movimentos de contorção muito semelhantes ao comportamento dos vertebrados superiores, como os mamíferos, em iguais circunstâncias. E embora inaudíveis para os seres humanos, alguns peixes emitem sons para exprimir a sua agonia, conforme concluem pesquisas conduzidas por várias universidades dos Estados Unidos.

Sabe-se hoje que os peixes são animais inteligentes e que algumas espécies apresentam fenômenos interessantes ao nível da memória, da capacidade de aprendizagem e até da antecipação do sofrimento. Com efeito, alguns dos estudos feitos constataram que os peixes, não só emitiam uma espécie de grunhido ao serem submetidos a choques elétricos, como grunhiam a simples visão do elétrodo, numa clara antecipação do sofrimento que dessa forma lhes ia ser infligido.



Mais informações sobre o assunto: http://www.cahiers-antispecistes.org/spip.php?article338

27 de janeiro de 2010

EM ALGUMAS REGIÕES DE SP E MS, ANIMAIS SILVESTRES PODEM SER EXTINTOS DENTRO DE CINCO ANOS

A Econg, entidade regional de meio ambiente, divulgou o resultado de uma investigação feita pela ONG nos últimos meses de 2009, sobre o desaparecimento gradual de varias espécies de animais silvestres nas regiões noroeste e alta paulista no estado de São Paulo e na chamada Costa Leste do Mato Grosso do Sul.

Para o Conselho Diretor Técnico da entidade, o processo de extermínio dos animais silvestres, pela caça, tráfico, destruição de habitat e dos recursos hídricos, aliado à inércia, e muitas vezes o conluio do estado, vai fazer desaparecer em definitivo várias espécies de animais de nossa região, de grande, médio e pequeno porte como anta, onça-parda, lobo-guará, tamanduás, tatus, ariranhas, veados, pacas, cotias, répteis como jacarés, sucuris, jabutis, jiboias e aves como araras, periquitos, curicacas, urutaus, saracuras, gaviões, tucanos, além de peixes, aracnídeos, insetos, entre outros animais.

O extermínio, segundo a Econg, é maior onde se instalam empresas de alto impacto ambiental, muitas infratoras ambientais em suas origens, e chegam à região contando com a conivência de muitos órgãos ambientais, aliado ao fato de que os poderes executivos e legislativos são grandes cúmplices porque compactuam com o tal “desenvolvimento a todo custo”. Se algum órgão oficial tem boa vontade para agir, ela não terá estrutura física e material e muito menos autonomia política para reprimir os grupos de criminosos ambientais, que acabam, por esperteza, financiando obras que deveriam ser específicas de verbas públicas, gerando assim suspeitas na população.

A Econg acusa também o Incra pela ausência de políticas ambientais junto aos assentamentos rurais, desprovidos de assistência; nesta área quase todas as reservas da região tornaram-se campos de caça de animais silvestres. O Incra não averba as áreas de sua responsabilidade, tem sido inerte na punição de invasores de reservas, não tem trabalho educativo real e permanente que impeça a destruição da fauna, flora e recursos hídricos nos assentamentos.

Áreas sob responsabilidade da CESP estão abandonadas, sem fiscalização, sem proteção dos seus limites, tornam-se verdadeiros campos de extermínio de animais silvestres como as áreas de APP às margens do rio Paraná, muitas vezes mortos para serem consumidos como petiscos em estabelecimentos comerciais da região.

Para Roberto Franco, presidente da Econg, as unidades de conservação da região, inclusive os Parques Estaduais do Aguapeí e do Peixe, também estão seriamente ameaçados e estão sendo invadindo por pescadores, caçadores e traficantes de animais silvestres.

Franco denuncia empresas sem nenhuma responsabilidade ambiental que se estabelecem na região, sem as licenças ambientais, ou com Eias/Rimas montados por consultorias fajutas, e Três Lagoas é uma referencia nesse descalabro, e os efeitos dessa insanidade já são sentidos pelos cidadãos de toda a região. No rio Paraná peixes morrem sem que se conheçam as causas.

A entidade afirma que os grandes grupos econômicos que se estabelecem na região estão transformando-a em um enorme chiqueiro industrial e num impiedoso matadouro da fauna, flora e recursos hídricos, e o estado desempenha o seu papel de cinismo e indiferença.A entidade organiza uma conferência regional com ONGs ambientais da região sobre o assunto.

(Fonte: ANDA)

15 de janeiro de 2010

PINGUINS SOFREM IMPACTO DO AQUECIMENTO GLOBAL

Símbolo da fauna antártica, os pinguins, juntamente com skuas, focas, albatrozes e pretéis, são as figurinhas mais fáceis de se encontrar no continente gelado; ou eram. Pesquisadores brasileiros somam esforços para entender o que está ocorrendo com a fauna na Antártida, se realmente há uma diminuição na quantidade das espécies e por qual motivo. E, também, se a interferência do homem no meio antártico (as bases e pesquisadores que também causam impacto no ambiente) tem responsabilidade pela morte ou migração da fauna para outros lugares e até continentes.

Com a abertura do continente para pesquisa, além do impacto gerado, pesquisadores aproveitam para conhecer melhor esses “seres do gelo”: como vivem, seu sistema imunológico e suas características.
E, para quem ainda se pergunta: “qual a importância de um país tropical estudar a fauna antártica?”, a resposta vem dos próprios pesquisadores entrevistados in loco e aqui no Brasil. Como explicaram, muitas das descobertas por meio da investigação e acompanhamento da fauna do continente serviram para entender melhor a própria fauna tropical, além de abrir caminho para diagnósticos até de saúde, já que muitos desses animais possuem uma cicatrização muito rápida e têm um processo de retenção e acúmulo de gordura para sobreviver nas mais baixas temperaturas da Terra. Enquanto biólogos, oceanógrafos e veterinários buscam respostas coletando amostras no continente; na costa litorânea brasileira recebemos alguns desses ‘ilustres’ visitantes. Se perdidos do bando ou fugindo atrás de alimentos, ainda não se sabe, mas muitos deles, infelizmente, são mantidos permanentemente em aquários, longe de seus habitats.

(Fonte: ANDA)

12 de janeiro de 2010

ONU ALERTA: EXTINÇÃO DOS ANIMAIS AFETARÁ O BEM-ESTAR DOS HUMANOS

Há oito anos, governantes de todo o mundo prometeram reduzir o ritmo da extinção de animais até 2010. O ano chegou e a promessa não foi cumprida, alertam as Nações Unidas, principalmente por causa do crescimento acelerado dos centros urbanos e dos campos de agricultura.

No lançamento do “Ano da Biodiversidade” das Nações Unidas, Achim Steiner, o diretor-executivo do programa ambiental da ONU (Unep), pediu aos governos de todo mundo que incluam a preservação das espécies em suas agendas oficiais.

A urgência da situação pede uma ação global para reduzir a rapidez com que os animais estão sendo extintos. “Precisamos restaurar a infraestrutura ecológica que foi tão degradada no último século”, afirmou.

Para as Nações Unidas, a perda das florestas e dos manguezais trará danos irreversíveis à saúde e ao bem-estar dos humanos. Cientistas acreditam que estamos no meio da sexta grande onda de extinção. A diferença é que as cinco primeiras foram causadas por desastres naturais, como asteroides ou vulcões, enquanto esta é causada pelos homens.

A perda da biodiversidade custa US$ 2,5 trilhões à economia global anualmente, segundo estimativas da ONU. A organização espera que em outubro, na conferência do clima no Japão, governantes assinem um documento legal se comprometendo com a preservação das espécies. Porém, após o fracasso de Copenhague, a expectativa das Nações Unidas é baixa. Entre os animais ameaçados de extinção nos próximos anos estão o urso-polar, o panda e o gorila-das-montanhas.
(Fonte: ANDA)

17 de novembro de 2009

VOCÊ É BURRO?



Acorda! Chegou a hora de salvar nosso futuro, e sua assinatura faz muita diferença. Ainda é tempo de evitar o pior, mas é preciso agir imediatamente! A transição para uma economia de baixo carbono pode trazer grandes benefícios, mas isso depende de como agirmos agora.
Visite: http://www.tictactictac.org.br/

(Fonte: Art by Lu)

4 de novembro de 2009

URSAS PERDEM TODOS O PELOS EM ZOOLÓGICO DA ALEMANHA

Cada dia mais a imprensa nacional e internacional noticia casos de maus-tratos, mortes e doenças em animais confinados em zoológicos.

O mais recente e triste fato ocorreu no zoo de Leipzig, na Alemanha. Duas ursas, inexplicavelmente e de uma hora para outra, perderam todos os pelos do corpo. O mais estranho é que nesta época do ano, quando o frio se torna mais intenso, elas deveriam estar com a pelagem mais densa. Os veterinários do zoológico não sabem a causa do problema.

Originários da América do Sul, os animais são encontrados livres na natureza em raras regiões da Amazônia, como o Parque Nacional do Manu, a Reserva Nacional Tambopata e o Parque Nacional Bahuaja-Sonene, no Peru.

Ao contrário dos pandas, que têm o corpo branco e os olhos pretos, os urso-de-óculos, como são conhecidos, têm como característica a pelagem escura pelo corpo e clara em volta dos olhos.

Nota da Redação: Não é necessário ser profissional da área para saber que a vida artificial que levam animais aprisionados em zoos, provocam problemas físicos e emocionais de toda a ordem. Em recintos pequenos, completamente diferentes dos seus habitats, qualquer ser desenvolve distúrbios. Apesar de defenderem o confinamento de animais em parques zoológicos, nenhum desses especialistas é capaz de afirmar que os zoos são bons para os animais.

(Fonte: ANDA)

12 de outubro de 2009

PAPAGAIOS E ARARAS APREENDIDOS EM SP SÃO DEVOLVIDOS À NATUREZA NO PANTANAL

Na manhã deste domingo 49 aves puderam sentir o gostinho da liberdade e voar em seu habitat natural. Elas foram apreendidas em São Paulo durante fiscalização do Ibama e, após viajarem até Cuiabá, foram devolvidas à natureza, no Pantanal.

De acordo com presidente da Associação Bichos da Mata, Valdomiro Lysenko, algumas aves foram doadas e outras foram apreendidas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Polícia Militar Ambiental. Logo que foram recebidos, os animais foram acomodados em uma área de quarentenário para observação, avaliação e tratamento necessários.

As aves serão monitoradas para que tenham uma reintrodução adequada à natureza. Ninhos artificiais também serão construídos em árvores próximas à área de conservação para evitar que as aves voltem a ser capturadas. “Procuramos soltar as aves em lugares onde os animais serão protegidos, para que o ‘bicho homem’ não as capture novamente”, salientou Lysenko.

A Associação Bichos da Mata é uma instituição privada que tem por finalidade a defesa, preservação, conservação e recuperação do meio ambiente. Em seis anos de existência o instituto já devolveu à natureza mais 1.000 aves, desde pequenos pássaros até araras.

Atualmente existem cerca de 700 aves na instituição. “Nós não ganhamos dinheiro com o que fazemos, só a satisfação de ver estes animais de volta à natureza é a nossa alegria”, concluiu.

Fonte: Expresso MT

11 de outubro de 2009

CIENTISTAS ALERTAM SOBRE AUMENTO NO RITMO DE PERDA DA BIODIVERSIDADE

O ritmo de perda da biodiversidade no mundo todo se acelerou nos últimos anos e será impossível cumprir com os compromissos internacionais de reduzir esta tendência até 2010, advertiu hoje um grupo de cientistas.

Em abril de 2003, ministros de 123 países de todo o mundo se comprometeram a alcançar, até 2010, “uma redução significativa da atual taxa de perda de biodiversidade em nível local, nacional e regional, como uma contribuição para atenuar a pobreza e em benefício de toda a vida sobre a Terra”.

No entanto, seis anos depois, não só não foi reduzido o ritmo de redução, mas ele aumentou até chegar a extremos alarmantes, segundo os especialistas.

“Com toda segurança não vamos cumprir o objetivo de reduzir a perda de biodiversidade até 2010 e, portanto, também vamos descumprir as metas ambientais dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio de 2015″, afirmou Georgina Mace, vice-presidente do Diversitas.

O Diversitas é um programa internacional estabelecido em 1991 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês) e pelo Conselho Internacional para a Ciência, que promove pesquisas científicas sobre biodiversidade.

O programa organizará, de 13 a 16 de outubro, a II Conferência Aberta Científica na Cidade do Cabo (África do Sul), que contará com a presença de 600 especialistas do mundo todo, e que tem o objetivo de criar um mecanismo similar ao que existe para a luta contra a mudança climática, entre outros.

“As mudanças de ecossistemas e a perda de biodiversidade se aceleraram. Os ritmos de extinção de espécies são pelo menos 100 vezes mais elevados que os que existiam antes da aparição dos seres humanos e espera-se que sigam aumentando”, acrescentou Georgina.

Os especialistas concordam que o desmatamento, tanto para cultivar o solo quanto para a exploração de madeira, é a principal causa da perda de biodiversidade no planeta.

Anne Larigauderie, diretora-executiva do Diversitas, disse à Agência Efe que um estudo que será apresentado durante a conferência na Cidade do Cabo “aponta que o principal motivo é a mudança do uso da terra, essencialmente o desmatamento”.

Mas a situação mudará em 2050, já que a mudança climática será o principal causador da perda de biodiversidade.

Apesar de ainda faltarem 40 anos para esse momento, a situação já é alarmante para os cientistas, segundo declarou à Efe Hal Mooney, professor da Universidade de Stanford e presidente do Diversitas.

“O que acontece agora, e assusta a maioria dos cientistas, é que começamos a ver grandes impactos da mudança climática. Vemos novos elementos como consequência da mudança climática, como o aumento da frequência de incêndios e novas espécies invasoras que se estendem por todo o mundo”, afirmou.

Mooney explicou que a mudança climática cria grandes transtornos nos ecossistemas e muda as regras do jogo.

“Em resposta à mudança climática, vemos como emigram espécies a lugares onde há outras espécies. Vemos mudanças sobre quando as árvores perdem suas folhas, mudanças muito pronunciadas, o que afeta como opera o sistema”, acrescentou.

Diante desta situação, “é preciso aumentar o nível de conscientização sobre a ameaça que a perda de tantas espécies representa para o planeta”, segundo Mooney.

Uma das soluções é a criação de um mecanismo similar ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

A possibilidade de criar esse mecanismo foi discutida durante uma reunião ministerial realizada em Nairóbi (Quênia), na semana passada, e a decisão será anunciada durante a conferência na Cidade do Cabo, explicou Anne.

Espécies de água doce são as mais ameaçadas de extinção

Animais e plantas vivendo em rios e lagos são os mais ameaçados da Terra, devido ao colapso de ecossistemas, afirmaram cientistas no domingo.

Governos de todo mundo haviam firmado um acordo para redução da extinção de todas as espécies até 2010, durante a cúpula de 2002, em Johanesburgo.

“Mau gerenciamento e a crescente necessidade dos homens por água estão levando ecossistemas de água doce ao colapso, tornando as espécies de água doce as mais ameaçadas da Terra”, afirmaram os representantes de um grupo de especialistas em biodiversidade, o Diversitas.

As taxas de extinção de espécies em água doce são “de quatro a seis vezes mais altas do que em habitats marinhos ou terrestres.”

Peixes, sapos, crocodilos e tartarugas estão entre as espécies de água doce ameaçados.

(Fonte: ANDA)

27 de julho de 2009

EARTH SONG - MICHAEL JACKSON

Lindo clip do Michael Jackson.
Para ativar as legendas, clique na setinha no canto inferior direito do vídeo e depois em "Ativar legendas"como mostram as imagens abaixo:





8 de julho de 2009

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: JUNTE-SE AO CHAMADO POR UM TRATADO GLOBAL FORTE! (ASSINE A PETIÇÃO)

Amigos,

Temos poucos meses para chegar a um novo tratado global contras as mudanças climáticas. Só assim poderemos prevenir uma catástrofe climática gerada pelo aquecimento de mais de 2 graus Celsius.

Esta semana no encontro do G8+5 na Itália, o Canadá, Japão e Rússia estão tentando vetar um acordo para limitar o aquecimento em 2 graus Celsius, por isso precisamos de uma mobilização global rápida para resgatar as negociações.

Os cientistas concordam que se houver um aquecimento de mais de 2 graus Celsius haverá um descontrole dos sistemas climáticos globais – com o aumento de secas, inundações repentinas e o aumento to nível do mar, gerando a disseminação da pobreza e o êxodo de centenas de milhões de pessoas.

Os efeitos climáticos já começaram, mas nós ainda podemos prevenir o pior se os encontros da ONU deste ano tiverem sucesso em chegar a um acordo sobre o novo tratado climático global. As negociações da ONU, culminando no encontro de Copenhague daqui a seis meses poderão definir uma guinada histórica em direção as fontes energéticas renováveis e uma reconstrução econômica baseada na sustentabilidade, deixando assim um futuro seguro para as próximas gerações. Porém, alguns países liderados pelo Canadá, Rússia e Japão, têm barrado as negociações, colocando em risco o tratado climático que irá substituir o Protocolo de Quioto.

Os líderes do G8, junto com outros 11 chefes de estado no encontro paralelo dos “Maiores Emissores”, representam 80% das emissões dos gases de efeito estufa do planeta. E este será o último encontro dos chefes de estado em pessoa antes da negociação final em Copenhague.

Nós sambemos que a pressão de última hora pode afetar as negociações internacionais. Membros da Avaaz e outros grupos da sociedade civil conseguiram influenciar a posição do Canadá e Japão nos momentos finais do encontro climático da ONU em Bali em 2007. No encontro do G8 em Gleneagles em 2005, grupos conseguiram a promessa da duplicação da ajuda humanitária para a África. O Stephen Harper do Canadá e Taro Aso do Japão, assim como outras lideranças, terão eleições nas próximas semanas e meses –por isso eles não vão querer ser envergonhados publicamente durante o encontro.

A petição global será entregue pela equipe da Avaaz na Itália diretamente para as lideranças globais através de ações de visibilidade e reuniões com os delegados. Somente envergonhando publicamente os países que estão boicotando as negociações, gerando atenção da mídia, poderemos pressioná-los a rever sua posição. Para garantir um impacto precisamos de pelo menos 100.000 assinaturas – clique para assinar: http://www.avaaz.org/po/tcktcktck

De tempos em tempos na história, forças são unidas para gerar mudanças fundamentais na sociedade global. Este pode ser um destes momentos. Se conseguirmos aproveitar o encontro para fazer deste ano o começo da reconstrução das nossas economias reconstruindo a nossa relação com os ecossistemas frágeis dos quais tanto dependemos – nós deixaremos para os nossos netos um legado gravado na abundância das florestas e as correntes do mar.

O futuro da humanidade depende das decisões tomadas por todos nós, nas nossas vidas privadas e na nossa participação política. Juntos podemos determinar o futuro que queremos.

Com esperança,

Ben, Taren, Iain, Graziela, Alice W, Luis, Ricken, Pascal, Paula, Paul, Brett, Milena, Margaret, Alice, Raluca, Raj e toda a equipe Avaaz