O Parlamento da região autônoma da Catalunha decidiu, nesta quarta-feira, proibir as touradas, transformando a província na primeira região da Espanha continental a banir a prática.
A votação foi resultado de uma petição levada ao Parlamento com a assinatura de 180 mil pessoas que diziam que a prática é bárbara e antiquada.
Aqueles que são favoráveis às touradas insistem que as corridas, como são chamadas na Espanha, são uma tradição importante que deve ser preservada.
Grupos pró-touradas temem que a proibição possa inspirar uma onda de campanhas semelhantes no resto da Espanha.
Eles dizem que as touradas são uma forma de arte e que a medida ameaça o meio de vida de milhares de pessoas.
A proibição começa a ter efeito em janeiro de 2012.
CONSCIÊNCIA
A medida foi aprovada por 68 votos contra 55, com nove abstenções.
A votação foi apertada porque os dois principais partidos presentes no Parlamento suspenderam a fidelidade partidária, tomando a rara decisão de permitir que seus membros votassem de acordo com suas consciências.
Mas, enquanto o debate oficial é sobre os direitos dos animais, muitos acreditam que o processo seja uma tentativa da Catalunha - onde há um movimento nacionalista pró-independência – marcar sua diferença do resto da Espanha, rejeitando uma das mais conhecidas tradições do país.
A principal arena de touradas de Barcelona é uma das mais antigas da Espanha, mas o apoio à prática vem caindo entre os moradores da cidade.
(Fonte: BBC Brasil)
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28 de julho de 2010
1 de maio de 2010
UM 1º DE MAIO QUE ESQUECE PARTE DOS TRABALHADORES
Então neste sábado é mezzo-feriado, graças ao Dia do Trabalho / Dia do Trabalhador, conforme o ângulo por onde se esteja olhando. Sendo o trabalho mais que uma mera ferramenta da subsistência, mas um ato moral com o qual se obtém respeito e credibilidade, parte dos trabalhadores não são vistos como tal. Estão abaixo de qualquer empregado ou patrão, sem direitos ou Fundo de Garantia, com uma aposentadoria atrelada à morte ‘humanitária’.Quem puxa uma carroça por horas a fio, ferrado nos cascos e na boca, é um cidadão invisível no cotidiano ‘coelhinho-da-Duracell’ das grandes cidades, presença obrigatória no mecanismo cruel que faz sumir o lixo da frente da casa de cada morador. Não é uma atividade voluntária, e do potro que recebe ‘lições de conduta’ até o cavalo adulto que sofre, sedento, pela burocracia pança-cheia, é uma triste linha de vida. Em paralelo aos que conduzem a carroça.
Alguns glamourizam e ideologizam a coisa toda, como se a carroça fosse símbolo de auto-afirmação valente e política, que não se curva ‘aos poderosos’. Sem esses óculos de lentes cor-de-rosa, o que se vê são miseráveis explorados por alguns um pouco menos miseráveis, sucessivamente, até chegar em um rico empresário, que pinga centavos pelo quilo do lixo valioso. Filhos de carroceiros condenados a também, e somente, ser carroceiros, e basta um olhar atento para vermos que o ‘pra valer’ começa na idade escolar.
Esse nó social se sustenta pelo baixo custo de manutenção de um cavalo, que, ‘amigo do homem’, trabalha de Sol a Sol comendo e bebendo pouco, sem assistência e nem sinal de liberdade, abençoado – muitas vezes – pela morte súbida, precoce e rápiada, no asfalto quente e imundo da Capital. Não sofre mais, pelo menos.
Alguns abnegados ainda correm atrás, no ritmo enxuga-gelo, para socorrer os cavalos estourados pelo expediente forçado, sem remuneração nem escolha. Ficar preso em um aparato de amarras, cordas e ferros, movimentando um veículo instável e pesado cheio de entulho – e mais um, dois ou mais humanos – sem ter pecados a pagar, deve ser uma sensação e tanto. Quando um sapato aperta, eu penso na exaustão eqüina sem chance de defesa, argumentação fiolosófica, pedido de um copo d’água ou mesmo ‘chamar um guarda’.
E como os que puxam carroça, muitos animais foram cooptados pelo RH da humanidade, à força, e fazem o mundo girar no ritmo de seu cansaço. As cenas do trabalho rural com diversos animais não-humanos tomando parte na ativdiade sempre foram captadas pelas lentes sensíveis de fotógrafos para exalar bucolismo, e raramente denúncia. São cachorros cuja vida se mede no comprimento da eterna corrente, são as bestas de carga, os que correm atrás dos rebanhos etc. Escravos que cuidam e manejam outros escravos, presos que estão à prórpia condição de terem sido subjugados ou frustrados nas primeiras tentativas de liberdade, pela mão humana.
Esse patrão exigente que drena a vida de seus comandados, e que descansa no 1º de Maio.
Fonte: ANDA
26 de março de 2010
VOTO SENCIENTE - SAIBA QUAIS POLÍTICOS AGIRAM CONTRA O INTERESSE DOS ANIMAIS
29 de novembro de 2009
FACULDADE DE MEDICINA DE RIO PRETO É ACUSA DE MAUS-TRATOS A ANIMAIS
As Associações Protetoras dos Animais de Rio Preto acusam a Faculdade de Medicina da cidade de maus-tratos. Segundo os representantes das entidades, a faculdade estaria se negando a dar informações de como são os experimentos com cobaias.
O presidente da Francisco de Assis Protetora dos Animais, Adalberto Amaral Ribeiro, chegou a fazer parte do Comitê de Experimentação da Faculdade de Medicina. Há quatro meses não foi mais convidado a fazer parte dos encontros que decidem se projetos com cobaias são considerados éticos ou não.
Segundo a presidente da Associação Riopretense de Proteção aos Animais, Maria Cristina dos Santos, a faculdade deveria manter um representante de associação protetora dos animais na fiscalização das pesquisas com cobaias.
No site da faculdade, consta a obrigatoriedade do membro de alguma entidade no Comitê de Experimentação. As Associações de Proteção temem que bichos estejam sendo vítimas de (ainda mais) maus-tratos.
A Faculdade de Medicina de Rio Preto tem hoje 216 pesquisadores, divididos em 25 grupos. Atualmente, 85 estudos estão em andamento, muitos com experimentos envolvendo animais.
De acordo com a presidente do Comitê de Experimentação de Animais da Famerp, Cristiane Damas Gil, os representantes das associações deixaram de ser convidados para as reuniões porque de agora em diante precisam se encaixar em um perfil – determinação baixada por decreto pelo Conselho Nacional de Ciência em Experimentos de Animais, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
A direção da faculdade afirma que não existem maus-tratos a animais dentro da instituição, mas não permitiu imagens das cobaias e nem do interior de nenhum dos laboratórios.
A denúncia dos membros das duas associações foi encaminhada ao promotor do meio ambiente.
Fonte: Região Noroeste
Nota da Redação: A ANDA defende o fim da experimentação animal em qualquer situação. Não existe nenhuma possibilidade de os animais vítimas de testes em laboratórios de qualquer faculdade ou empresa não serem vítimas de maus-tratos. Estes animais são criados para serem explorados, servindo ao ser humano de alguma maneira. Têm suprimido o direito à vida e à liberdade, além de sofrerem aprisionados em gaiolas, sem contar as inimagináveis torturas a que são submetidos. Não deveria ser necessário um Comitê de Experimentação que opine sobre a postura ética ou não de um experimento, simplesmente porque não há ética alguma em realizar testes em animais, seja da forma que for.
Notícia via ANDA
O presidente da Francisco de Assis Protetora dos Animais, Adalberto Amaral Ribeiro, chegou a fazer parte do Comitê de Experimentação da Faculdade de Medicina. Há quatro meses não foi mais convidado a fazer parte dos encontros que decidem se projetos com cobaias são considerados éticos ou não.
Segundo a presidente da Associação Riopretense de Proteção aos Animais, Maria Cristina dos Santos, a faculdade deveria manter um representante de associação protetora dos animais na fiscalização das pesquisas com cobaias.
No site da faculdade, consta a obrigatoriedade do membro de alguma entidade no Comitê de Experimentação. As Associações de Proteção temem que bichos estejam sendo vítimas de (ainda mais) maus-tratos.
A Faculdade de Medicina de Rio Preto tem hoje 216 pesquisadores, divididos em 25 grupos. Atualmente, 85 estudos estão em andamento, muitos com experimentos envolvendo animais.
De acordo com a presidente do Comitê de Experimentação de Animais da Famerp, Cristiane Damas Gil, os representantes das associações deixaram de ser convidados para as reuniões porque de agora em diante precisam se encaixar em um perfil – determinação baixada por decreto pelo Conselho Nacional de Ciência em Experimentos de Animais, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
A direção da faculdade afirma que não existem maus-tratos a animais dentro da instituição, mas não permitiu imagens das cobaias e nem do interior de nenhum dos laboratórios.
A denúncia dos membros das duas associações foi encaminhada ao promotor do meio ambiente.
Fonte: Região Noroeste
Nota da Redação: A ANDA defende o fim da experimentação animal em qualquer situação. Não existe nenhuma possibilidade de os animais vítimas de testes em laboratórios de qualquer faculdade ou empresa não serem vítimas de maus-tratos. Estes animais são criados para serem explorados, servindo ao ser humano de alguma maneira. Têm suprimido o direito à vida e à liberdade, além de sofrerem aprisionados em gaiolas, sem contar as inimagináveis torturas a que são submetidos. Não deveria ser necessário um Comitê de Experimentação que opine sobre a postura ética ou não de um experimento, simplesmente porque não há ética alguma em realizar testes em animais, seja da forma que for.
Notícia via ANDA
7 de novembro de 2009
"ZOO-ILÓGICO "
O lógico seria mostrar os animais como eles são; seu comportamento, sua vida em família, seus hábitos, sua alimentação, seus relacionamentos, enfim: animais de verdade. Em liberdade.Nos zoológicos, vemos um arremedo triste de animais deprimidos e solitários, expostos à curiosidade humana, sem entender o que estão fazendo ali.
Quem visita um zoológico com a intenção de conhecer os animais que lá estão, e pensa que está vendo um leão, um elefante, está enganado, está iludido. Aquele “elefante” não é realmente um elefante. Ele é um ser que já perdeu o espírito de sua espécie, que fica andando para lá e para cá, aborrecido, sozinho, sem saber por que está preso ali, uma vida inteira!!!
Na natureza, anda em média 40 km por dia, é gregário, vive em família, busca seu alimento para sobrevivência, refresca sua pele nos riachos, brinca, interage com familiares, vive vida de elefante. De verdade.
Sempre penso que os zoológicos deveriam ser virtuais: tecnologia do século XXI, com sons e imagens em 3ª (ou 4ª) dimensão, imagens de animais verdadeiros, como eles são; como vivem, como conversam, como interagem, em seus habitats, vivendo sua vida natural… isso enquanto há tempo, porque cada vez temos menos ambientes naturais, no nosso planeta.
Um zoolólgico ético, sem animais aprisionados, sem comércio de animais, sem toda a crueldade e violência que envolvem capturas, privação de liberdade, transportes, transferências. Sem solidão involuntária, sem sofrimento imposto, sem depressão provocada, sem ilusão.
Será preciso ter sofrido na própria pele o sequestro, os maus-tratos, o encarceramento e a opressão para se pôr no lugar do outro?
(Texto de Nina Rosa Jacob)
22 de outubro de 2009
DEPUTADOS RECEBEM 1 MILHÃO DE CARTAS CONTRA PROJETO DE LEI QUE DESCRIMINALIZA MAUS-TRATOS A ANIMAIS
O artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (nº 9.605/98) é hoje a principal ferramenta legal para coibir atos de maus-tratos contra os animais domésticos ou domesticados. No entanto, o ex-deputado José Thomaz Nonô criou o polêmico Projeto de Lei 4.548/98, que visa justamente acabar com essa ferramenta, retirando a expressão “domésticos ou domesticados” do referido artigo 32.Caso esse PL seja aprovado e, portanto, os maus-tratos a esses animais seja descriminalizado, o Brasil verá um provável aumento em atividades cruéis como rinhas de cães e galos e outros esportes cruéis com o uso de animais, sem falar na violência cada vez mais frequente contra cães e gatos.
Ação online
No início de outubro, a WSPA Brasil propôs uma ação online para que todos aqueles que são contra o PL 4.548/98 manifestem tal posição, enviando uma carta-padrão aos deputados federais de seus respectivos estados. A participação tem sido impressionante, como comenta Ingrid Eder, Gerente de Campanhas da WSPA Brasil:
“Já sabíamos do posicionamento favorável dos brasileiros, no que diz respeito à proteção animal, através de enquetes públicas, dos inúmeros emails que recebemos diariamente e das pesquisas de opinião que a WSPA já realizou. Ainda assim, o envio de mais de um milhão de cartas em resposta à ação que propusemos é revelador, em especial para os deputados que tiveram suas caixas de email lotadas.”
Esperamos que eles percebam que seus mais de 40.000 eleitores de todos os estados do Brasil, que lhes enviaram mais de um milhão de cartas por email, estão de olho nas decisões que eles tomam e, assim, se posicionem de forma satisfatória ao anseio de seus eleitores que são contra esse PL.
Você pode participar fazendo uma simples ação online para ajudar a proteger os animais domésticos!
Clique aqui e assine: http://e-activist.com/ea-campaign/clientcampaign.do?ea.client.id=101&ea.campaign.id=4207
Carlos Minc se manifesta contra aprovação do PL 4.548/98
O Projeto de Lei 4.548/98, que inclusive fere a Constituição Federal, também foi criticado pelo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para quem sua aprovação seria um retrocesso na legislação brasileira: “A Lei de Crimes Ambientais não se opõe às manifestações culturais e esportivas. Ela apenas não permite que essas práticas coloquem a fauna em risco, submetam os animais à crueldade ou provoquem a extinção das espécies”.
Fonte: ANDA
31 de julho de 2009
SEGREDOS DO PEDIGREE - IMPORTANTE DOCUMENTÁRIO PARA QUEM AMA OS ANIMAIS
A BBC chamou a atenção dos amantes de cães no mundo todo quando foi ao ar o documentário: “Cães de raça ou mutantes?”
O documentário chama a atenção para o alarmante problema que muitas raças de cães vem sofrendo devido as modificações genéticas das raças impostas pelo homem. Para adquirir um determinado padrão da raça a nível de beleza, as raças vem sendo modificadas constantemente ao longo das décadas causando problemas de saúde a esses animais. Vejamos o caso da raça Cavalier King Charles da qual foi projetada para ter focinhos amorosos e olhos grandes brilhantes. Por conta dessa projeção o cérebro do Cavalier foi comprimido em sua própria caixa craiana o que lhe proporciona uma doença neurológica chamada siringomielia. Essa doença pode trazer enorme sofimento para o cão e com certeza nenhum dono que tenha amor pelo seu bicho de estimação ficaria tranquilo com isso. Essa é uma das inúmeras raças que podem entrar em extinção por conta de problemas desse gênero.
Link: http://www.viddler.com/explore/dfraga/videos/17/
O documentário chama a atenção para o alarmante problema que muitas raças de cães vem sofrendo devido as modificações genéticas das raças impostas pelo homem. Para adquirir um determinado padrão da raça a nível de beleza, as raças vem sendo modificadas constantemente ao longo das décadas causando problemas de saúde a esses animais. Vejamos o caso da raça Cavalier King Charles da qual foi projetada para ter focinhos amorosos e olhos grandes brilhantes. Por conta dessa projeção o cérebro do Cavalier foi comprimido em sua própria caixa craiana o que lhe proporciona uma doença neurológica chamada siringomielia. Essa doença pode trazer enorme sofimento para o cão e com certeza nenhum dono que tenha amor pelo seu bicho de estimação ficaria tranquilo com isso. Essa é uma das inúmeras raças que podem entrar em extinção por conta de problemas desse gênero.
Link: http://www.viddler.com/explore/dfraga/videos/17/
24 de julho de 2009
COMEÇA O PROGRAMA DE ESTERILIZAÇÃO GRATUITA EM SÃO JOSÉ DO RIO PRETO = )
Finalmente temos uma notícia muito boa!
Depois de muita luta conseguimos! A Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto em parceria com as ONGs PROAMBI, ARPA e FAUNA, está colocando em prática o Programa de Esterilização Gratuita de São José do Rio Preto, para famílias de baixa renda.
Esse esforço conjunto gerou uma possibilidade nunca vista em Rio Preto: uma média de esterilizações de 1.000 animais ao mês.
A esterilização é o método recomendado pela Organização Mundial de Saúde e por Sociedades de Proteção Animal de todo mundo, como uma maneira eficaz de combater a superpopulação de cães e gatos e consequentemente o abandono. Veja mais detalhes sobre esterilização de animais neste site.
Estamos então, em um momento crucial da Proteção Animal em Rio Preto: agora é chegada a hora. Precisamos de cada um de vocês. Precisamos de muitos voluntários para ajudar-nos com a tarefa de realizar as triagens dos animais dessas famílias e não deixar o projeto parar!
O primeiro evento para trabalhos de conscientização da população e triagem de famílias de baixa renda que precisam esterilizar seus cães e gatos:
Dia: 26/07/09 (domingo)
Horário: 7:00 h às 14:00 h (para voluntários) e das 8:00 h às 13:00 h (para o público em geral).
Local: Praça da Igreja - Bairro Gonzaga de Campos
O trabalho é feito por bairros, o Gonzaga é o primeiro, outros serão agendados posteriormente.
Precisamos de monitores:
- Para orientação e organizarão da fila para cadastro. Também ajudarão com orientações sobre os documentos necessários (RG e CPF, que será divulgado por carro de som, no dia anterior)
- Para brincadeiras - auxiliarão nas atividades infantis, com brinquedos e jogos que as ONGs levarão para ensinar sobre bem estar animal e meio ambiente.
E lembrem-se: Para os animais não importa o que você pensa, ou sente, para eles importa o que você faz! Está nas suas mãos agora!
Só teremos sucesso com a sua participação!! Inscreva-se como voluntário nesta empreitada, entre em contato conosco por meio do email: contato@proambi.org.br ou msmsouza@gmail.com
Depois de muita luta conseguimos! A Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto em parceria com as ONGs PROAMBI, ARPA e FAUNA, está colocando em prática o Programa de Esterilização Gratuita de São José do Rio Preto, para famílias de baixa renda.
Esse esforço conjunto gerou uma possibilidade nunca vista em Rio Preto: uma média de esterilizações de 1.000 animais ao mês.
A esterilização é o método recomendado pela Organização Mundial de Saúde e por Sociedades de Proteção Animal de todo mundo, como uma maneira eficaz de combater a superpopulação de cães e gatos e consequentemente o abandono. Veja mais detalhes sobre esterilização de animais neste site.
Estamos então, em um momento crucial da Proteção Animal em Rio Preto: agora é chegada a hora. Precisamos de cada um de vocês. Precisamos de muitos voluntários para ajudar-nos com a tarefa de realizar as triagens dos animais dessas famílias e não deixar o projeto parar!
O primeiro evento para trabalhos de conscientização da população e triagem de famílias de baixa renda que precisam esterilizar seus cães e gatos:
Dia: 26/07/09 (domingo)
Horário: 7:00 h às 14:00 h (para voluntários) e das 8:00 h às 13:00 h (para o público em geral).
Local: Praça da Igreja - Bairro Gonzaga de Campos
O trabalho é feito por bairros, o Gonzaga é o primeiro, outros serão agendados posteriormente.
Precisamos de monitores:
- Para orientação e organizarão da fila para cadastro. Também ajudarão com orientações sobre os documentos necessários (RG e CPF, que será divulgado por carro de som, no dia anterior)
- Para brincadeiras - auxiliarão nas atividades infantis, com brinquedos e jogos que as ONGs levarão para ensinar sobre bem estar animal e meio ambiente.
E lembrem-se: Para os animais não importa o que você pensa, ou sente, para eles importa o que você faz! Está nas suas mãos agora!
Só teremos sucesso com a sua participação!! Inscreva-se como voluntário nesta empreitada, entre em contato conosco por meio do email: contato@proambi.org.br ou msmsouza@gmail.com
15 de julho de 2009
13 de julho de 2009
MANIFESTE-SE CONTRA A IMPUNIDADE DOS MAUS-TRATOS AOS ANIMAIS!!
PORTO ALEGRE - O delegado Peterson da Silva Benites, da cidade de Quintão, no litoral do Rio Grande do Sul, disse que os jovens que mataram um cachorrro a pauladas no Balneário de Quintão, no litoral do Rio Grande do Sul, e divulgaram o vídeo da agressão na internet não devem ser presos. O delegado disse que embora a lei preveja pena de três meses a um ano de detenção para crime de crueldade por maltratar animais, como não houve flagrante, os jovens não podem ser presos. O delegado já tomou o depoimento dos agressores, que têm entre 17 e 22 anos, e eles admitiram o fato.Segundo o delegado, eles mataram o cachorro a pedido da tia de um dos rapazes, porque o cachorro atacou as galinhas dela. Eles filmaram a agressão com um celular, mas não pretendiam colocar na internet. Segundo ele, as imagens caíram na mão de uma pessoa que as teria colocado no Youtube.
No vídeo, um dos rapazes segura, o outro desfere pauladas no cachorro, enquanto o terceiro filma a barbárie. Demonstrando satisfação pela atitude, o jovem agressor exibe o taco usado para o crime. O adolescente que teria postado o vídeo negou envolvimento, disse que divulgou o material como forma de protesto.
- A gente fica refém de uma situação onde a sociedade cobra uma efetiva aplicação da pena e hoje a pena para ser bem aplicada seria sinônimo de prisão. Porém o procedimento não prevê esse tipo de penalização cautelar - explica o delegado.
Ele disse que foi lavrado um termo circunstanciado, que será encaminhado ao juizado especial. Como eles não têm antecedentes criminais, dificilmente ficarão presos se forem condenados.
- Em casos assim, normalmente se aplica uma pena alternativa, mesmo considerando a crueldade do ato - explica o delegado.
De acordo com ele, o inquérito ainda não foi fechado e a dona do cachorro também poderá ser incriminada.
- É um vídeo chocante, com requintes de crueldade. Um dos rapazes segurou o animal, outro bateu e o terceiro filmou.
O adolescente que postou o vídeo na internet também será encaminhado à Vara da Infância e Juventude, segundo o delegado. A polícia não acredita que ele tenha colocado as imagens na internet como forma de denúncia.
- O depoimento dele foi inconsistente - disse o delegado.
As imagens, segundo a polícia, foram produzidas no dia 20 de junho e postadas no site Youtube dois dias depois. Na quarta-feira, o vídeo foi retirado do site de repositório de vídeos por quebra das regras de postagem.
A questão acabou virando um caso de polícia, após uma série de ligações recebidas na quarta-feira de manhã pelo posto policial de Quintão. Os moradores ligaram para denunciar que os agressores são moradores do balneário. Como a cidade é pequena, horas depois a polícia já tinha os nomes dos três.
No Twitter, foi criada uma campanha contra a pessoa que publicou o vídeo no Youtube. Os internautas também se mobilizaram para pressionar por punição aos responsáveis fazendo denúncias através do twitter e do e-mail da Sociedade Mundial de Proteção Animal (WPSA) no Brasil.
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(Fonte: Globo.Com)
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PARA QUEM QUISER SE MANIFESTAR CONTRA ESSA IMPUNIDADE, SEGUE ABAIXO OS ENDEREÇOS DA GOVERNADORA DO RS E DO MINISTÉRIO PÚBLICO. SEGUE TAMBÉM UMA SUGESTÃO DE TEXTO PARA ENVIO.
gabinete-governadora@gg.rs.gov.br
ouvidoria@mp.rs.gov.br
ouvidoria@al.rs.gov.br
ouvidoria@sjs.rs.gov.br
Sugestão de texto:
Assunto: Impunidade aos criminosos que mataram cruelmente o cão no estado do Rio Grande do Sul
"É lamentável e lastimável que nos dias atuais, onde a grande maioria dos países punem severamente os agressores dos animais, nós brasileiros tenhamos que aceitar passivamente a decisão da justiça do Estado do Rio Grande do Sul de não enquadrar na lei 9605, artigo 32 o crime amplamente divulgado na web dos agressores confessos contra aquele pobre cão.
Várias pesquisas já foram feitas e é sabido que quase todos os agressores e assassinos em série iniciam sua “carreira” agredindo, torturando e matando animais. Daí conclui-se que, se houvesse punição severa contra os agressores de animais, muito provavelmente, crimes posteriores não aconteceriam.
Não consigo acreditar que nossa legislação seja tão falha que permite que se pratiquem contra os animais indiscriminadamente, quaisquer atos de perversidade e vilania, pois isso é absolutamente inadmissível com o nosso patamar civilizatório.
Aceite meus protestos de elevada estima e consideração”.
Att,
Nome, RG e Cidade.
30 de junho de 2009
SIMULADOR COMEÇA A SER UTILIZADO COMO ALTERNATIVA PARA EVITAR O USO DE ANIMAIS EM LABORATÓRIOS
Em São Paulo, médicos recém-formados e alunos de medicina ganharam a ajuda de um aparelho de última geração para treinar procedimentos cirúrgicos. Será possível fazer treinamentos, desde técnicas de ressuscitação até cirurgias mais complexas. Por causa do custo, esses aparelhos só eram encontrados em hospitais particulares de grande porte. Agora, chegam à Santa Casa de São Paulo e vão beneficiar pacientes da rede pública.No monitor, os sinais vitais do paciente apontam uma emergência: “Uma parada cardíaca. Preciso que vocês se posicionem para tratar dessa criança”, explica o médico. O boneco reage de acordo com as intervenções dos médicos. “Com exame clínico e esse monitor vocês sabem exatamente o que está acontecendo com a criança”, completa o professor.
Os equipamentos treinam os médicos que se veem diante de desafios muito parecidos com os que fazem parte do dia a dia de um hospital. Os aparelhos conseguem reproduzir de maneira muito fiel as situações que serão enfrentadas futuramente. Em um, por exemplo, o residente pode fazer uma cirurgia virtual, mas as sensações que ele vai ter são de uma operação real.
“A sensação é de extremo realismo. Você sente quando uma pinça bate na outra, quando a máquina te dá uma resistência na mão”, diz o residente César Augusto Juliano.
Aqui, o erro não oferece risco. “Ele demonstrou que estava com sangramento grave e entrou em choque. Felizmente era uma simulação. Não houve risco para ninguém”, mostra o coordenador do centro de ensino, Dércio de Campos.
Quando a técnica é menos invasiva para o paciente, exige mais habilidade. Os mais experientes garantem: essas horas diante da máquina trazem mais segurança.
“Antes o instrutor pegava na mão do residente para explicar-lhe como eram os movimentos no aparelho e fazia o procedimento junto. Desse modo, o residente têm condições de chegar mais tranquilos para fazer uma endoscopia no doente”, diz Dércio de Campos.
Hoje, para poder treinar, os médicos usam animais. Um tipo de prática que é cada vez mais condenada no mundo inteiro. Por isso, equipamentos como esse da Santa Casa se tornam cada vez mais importantes. As máquinas também são capazes de transmitir sensações táteis. Ou seja, o médico sente como se estivesse tocando um paciente.
5 de junho de 2009
CIRCOS: VITÓRIA DOS ANIMAIS!!!!
Foi aprovado há pouco, por unanimidade da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal (CEC), o substitutivo do Projeto de Lei nº 7291/2006, que proíbe o uso de animais em circos.O projeto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
Agradecemos em nome dos animais utilizados em circos a todas as pessoas que se manifestaram a favor da proibição.
A mobilização continua. Voltaremos a dar notícias.
(Fonte: Instituto Nina Rosa)
______________________________
COMISSÃO APROVA PROJETO QUE PROÍBE USO DE ANIMAIS EM CIRCOS
A Comissão de Educação e Cultura aprovou há pouco proposta que proíbe o uso de animais em circos no Brasil. A proposta foi aprovada nos termos do substitutivo da Comissão de Meio Ambiente. O projeto original do Senado (7291/06) exigia apenas o registro de animais no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O texto aprovado, no entanto, proíbe o uso de animais em circos.
O relatório do deputado Antônio Carlos Biffi (PT-MS), aprovado pela Comissão de Educação, prevê ainda prazo de transição de seis anos para os circos retirarem os animais de suas apresentações. O texto permite que espetáculos como rodeios e vaquejadas continuem utilizando animais.
O projeto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo plenário da Câmara. O deputado João Matos (PMDB-SC) avisou que vai tentar incluir na proposta permissão para os circos usarem ao menos animais domésticos em suas apresentações.
Projeto de Lei na íntegra:
http://www2.camara.gov.br/internet/proposicoes/chamadaExterna.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=329678
(Fonte: Vista-Se / ANDA: Agência de Notícias de Direitos Animais)
______________________________
Brasília, 03 de junho de 2009.
Hoje escrevemos mais uma importante página de um dos capítulos da defesa animal no país. Na manhã de hoje, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o Substitutivo do Projeto de Lei 7.291/2006, que proíbe o uso de animais em circos em todo o território nacional. Refiro-me a essa vitória como apenas uma das páginas de um dos muitos capítulos porque esse Projeto de Lei ainda está longe de ser aprovado, pois ainda terá que passar pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e possivelmente pelo Plenário, seguindo depois para o Senado, onde passará por novas comissões. Ainda assim, a vitória de hoje na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, onde o projeto esteve tramitando por longos dois anos e meio e com isso causando grande apreensão, é certamente um momento determinante.
Diferentes grupos e indivíduos dedicados à proteção e defesa animal trabalham com a questão dos animais em circo há mais de uma década. Alguns desses estiveram presentes no Plenário 10 da Câmara dos Deputados na manhã de hoje e muitos outros estiveram presentes em tantos outros momentos, participando de reuniões, audiências públicas, visitas a gabinetes e de outras formas de articulação com os parlamentares.
Hoje pudemos sentir aliviada uma tensão que se acumulava há muitos meses. Entre uma série de adiamentos de audiências públicas que por fim não aconteceram e os também seguidos adiamentos de votações, os ativistas pelos direitos animais por muitas vezes se apresentaram desestimulados diante da desarticulação causada por esses cansativos processos. Aos que se mantiveram fortes e disponíveis enquanto os seus colegas estavam impossibilitados, e aos que fizeram os sacrifícios que foram necessários, todos os esforços foram recompensados na data de hoje. Ainda assim, é importante saber que ainda há muitos embates pela frente até que seja aprovada uma legislação em favor da abolição do uso de animais em circos nesse país.
Estar em Brasília em busca da atenção dos parlamentares não é tarefa fácil. Raramente é possível ter contato com eles, ficando a comunicação restrita aos seus assessores. Alguns informam uma posição firme do parlamentar sobre a questão de modo que podemos confiar nela, enquanto outros informam a posição de maneira duvidosa. Muitos se mostram mal-informados ou sequer desejosos de receberam a informação, enquanto outros informam claramente que votarão de acordo com o partido. Ou seja, são poucos os que podemos confiar e são muitos o que nos deixam sem qualquer segurança sobre seu posicionamento. Pelo que eu pude aprender na tarde de ontem, tudo é decidido às pressas e com muitas falhas de comunicação, o que só aumenta a possibilidade de prevalecer a desinformação, haja vista que apenas a comunicação seguida da ponderação é capaz de criar espaço para informação necessária à tomada de decisão à altura de um assunto dessa importância.
Na tarde anterior à votação de hoje, a informação era a de que a negociação girava em torno de três questões: a exclusão do termo “congêneres” do texto do substitutivo (havia temor de que atividades como rodeios pudessem ser afetadas por essa lei, apesar de haver no texto um artigo que especifica essa exclusão), a extensão do prazo para destinação dos animais de três para seis anos e a exclusão da proibição dos animais domésticos (o que significava que eles poderiam continuar a ser apresentados). Segundo os opositores, havendo o aceite dessas três condições, a matéria seria aprovada. O posicionamento sobre a exclusão do termo “congêneres” e o aumento do prazo era consenso entre os defensores dos direitos animais presentes. Já com relação à exclusão dos animais domésticos, o posicionamento foi firme no sentido de não aceitar negociações com relação a esse ponto.
Em conversa com a assessoria do relator do projeto na noite de ontem (horas antes da votação), meu posicionamento pessoal foi o de que se os animais domésticos fossem excluídos da proibição, seria da minha preferência que a matéria fosse rejeitada por completo, pois preferiríamos que não houvesse uma lei caso essa fosse tão imensamente incoerente ao ponto de excluir algumas espécies animais enquanto mantém outras. Ora, ou o nosso argumento moral vale para todas as espécies ou ele não valerá. Idem para os nossos argumentos sanitários e de segurança, pois os riscos oferecidos à população são semelhantes independentemente da espécie que é mantida pela por essa atividade que tem intrínseca a característica itinerante. Além dessas, também no que diz respeito à educação, que é a matéria da Comissão de Educação e Cultura, o prejuízo causado à formação de uma criança que é convidada a divertir-se com a humilhação de um chimpanzé ou o subjugo de um leão é o mesmo ainda que os sujeitos de tal tratamento sejam substituídos por um cavalo ou um cachorro.
Passado esse debate, ficou acordado que o texto que iria para votação seria tal de forma que atendesse apenas às solicitações que se referem à extensão do prazo e à exclusão das atividades congêneres, ficando mantido o posicionamento em relação à abolição da exibição de qualquer espécie animal, excetuando-se dessa proibição apenas os animais humanos. E assim ele foi apresentado. Mas, pela manhã, a negociação da exclusão dos animais domésticos voltou ao debate no Plenário 10 da Câmara dos Deputados.
Aqueles que se opunham ao substitutivo declararam-se dispostos a aceitar todos os outros termos do projeto de lei desde que os animais domésticos fossem excluídos da proibição. Essa poderia parecer uma proposta bastante tentadora, haja vista que estava distante de ser certa a aprovação caso o embate caminhasse para a decisão pelo voto (que é o oposto de uma decisão por acordo). Os parlamentares em oposição ao texto lembravam aos outros deputados sobre o risco de perderem na votação caso o acordo para a exclusão dos domésticos não fosse aceito. No entanto, para a sorte dos animais de todas as espécies, os parlamentares que discursavam e negociavam em favor dos animais mantiveram-se sóbrios e firmes em sua posição, a qual foi totalmente condizente com a proposta da libertação animal.
São merecedores dos nossos agradecimentos os Deputados Federais:
- Affonso Camargo (PSDB-PR), que apesar de não fazer parte da Comissão de Educação e Cultura, esteve presente na votação e em muitos outros momentos da tramitação desse projeto de lei, discursando sobre o tema sem amarras e, hoje em especial, convidando aos outros parlamentares a fazerem um exame de consciência ao decidirem pela posição que tomariam;
- Alice Portugal (PCdoB-BA), que defendeu com uma energia ímpar aos interesses dos animais e da sociedade humana quando se posicionou diante dos outros parlamentares munida de argumentos firmes e repletos de informação;
- Antônio Carlos Biffi (PT-MS), relator do Substitutivo do Projeto de Lei em questão, desde o início da tramitação apresentou um excelente relatório que vinha de encontro aos interesses dos animais, mantendo-se coerente com o seu arrazoado até o final das negociações;
- Maria do Rosário (PT-RS), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, pela excelente condução dos trabalhos realizados pela Comissão por ela presidida;
- Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que apesar de não fazer parte da Comissão de Educação e Cultura, esteve presente na votação e fez uso da palavra para defender os interesses dos animais em circos, tendo sido a sua presença de essencial importância para a mediação das negociações.
Cidadãos comuns não têm direito à voz durante a votação, mas podem estar presentes em silêncio (com exceção de uma manifestação aqui e ali, sempre devidamente advertida pela presidente da Mesa). Éramos cerca de 40 ativistas pelos direitos animais contra uma quantidade semelhante de circenses. Os ativistas posicionaram-se de maneira ordenada na penúltima fila (ou a primeira disponível para o público), exibindo faixas e cartazes, os quais foram apenas momentaneamente ofuscados pela pilha de abaixo-assinados que foi colocada sobre a mesa onde estávamos.
As assinaturas, colhidas por grupos espalhados por todo o país e cujo transporte foi confiado ao VEDDAS para ser protocolado na manhã de hoje, no dia anterior desfilou pelos gabinetes dos parlamentares em uma singela mala que carregava o conteúdo pesando 50 quilos (isso sem mencionar os outros 30 quilos de materiais como faixas e megafone que foram levados a Brasília com dois únicos braços e usados para adornar o ambiente externo que dá acesso ao Anexo II da Câmara dos Deputados). A pilha de assinaturas exposta sobre a mesa exibia em seus 70 centímetros de altura as assinaturas de cerca de 100.000 (cem mil) cidadãos que por meio dela declararam serem contrários à presença de animais em circos. Outras folhas, trazidas por outros indivíduos, foram agregadas a essa pilha no momento da votação.
O Deputado Ricardo Tripoli foi o segundo parlamentar a fazer uso da palavra e foi ele quem trouxe a atenção dos outros parlamentares para a platéia de defensores dos direitos animais que se colocava às suas costas. Nesse momento, ele pediu a permissão da presidente da Comissão de Educação e Cultura para que o VEDDAS entregasse à Comissão os abaixo-assinados que portava. O pedido foi acatado, mas não sem antes dar a oportunidade aos circenses de fazerem o mesmo (a minha estimativa é de que a pilha de assinaturas apresentada por eles continha cerca de cinquenta folhas). A presidente recebeu das minhas mãos as cem mil assinaturas que me foram confiadas e que foram devidamente posicionadas ao lado da Mesa, dando assim continuidade aos trabalhos.
As posições contrárias à proibição do uso de animais em circos frequentemente usavam de argumentos que excedem o limite do não risível, atestando aos mais esclarecidos que o que ocorre na verdade é que estão desprovidos de argumentos. Já as posições favoráveis à proibição do uso de animais em circos foram bastante consistentes e surpreendentemente focadas na questão animal. Digo que isso foi surpreendente porque há uma série de argumentos antropocêntricos, como as questões sanitárias e de segurança, disponíveis para uso, mas os argumentos que colocam em foco o interesse dos animais em não serem sujeitados às condições inerentes à atividade circense foram os mais usados.
Encerradas as exposições por parte dos parlamentares, houve uma breve movimentação no sentido de negociações entre eles. Das alterações propostas, a única que foi acatada pelo relator foi de estender para oito anos o prazo para a destinação dos animais. Em seguida, a matéria foi colocada em votação e, sem deixar que a tensão se alongasse, o texto foi rapidamente aprovado por unanimidade, o que provocou a comemoração entre os ativistas que ocupavam o Plenário.
Muitos grupos estiverem presentes no momento da votação. Além da presença do VEDDAS de São Paulo, destaco a presença da ADI de Londres, ANIDA do Rio de Janeiro, Coletivo Madu do Distrito Federal, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, ProAnima do Distrito Federal e WSPA, que se manifestaram em voz uníssona durante os trabalhos. Apesar de sabermos não ter sido sempre assim na trajetória desse tema, é certo que a atitude positiva em efeito hoje na Câmara dos Deputados esteve em efeito nas últimas semanas também entre grupos e indivíduos que atuam pelo mesmo objetivo no que se refere à abolição do uso de animais em circos e que não puderam estar presentes na Câmara dos Deputados na data de hoje.
Conforme descrevi no início, ainda temos muito a trilhar tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal até que possamos concluir o capítulo que se refere aos animais mantidos em circos. Nesse sentido, peço aos grupos para que se mantenham alertas e ativos em sua mobilização. Pude constatar pessoalmente que os deputados registram e respondem às manifestações feitas por meio de mensagens eletrônicas, em especial as que são feitas em tom educado. Aos que têm acesso a Brasília, a visita aos gabinetes e outras formas de contato direto com os parlamentares são de extrema importância.
Àqueles que não têm acesso fácil ao Planalto Central, mas que poderiam fazer um esforço maior para criar essa possibilidade, eu recomendo fortemente que o façam. Aos que estão impossibilitados de se fazerem presentes, escrevam de maneira educada aos deputados que farão parte da Comissão de Constituição e Justiça. E desde já, todos podem escrever aos deputados que votaram na Comissão de Educação e Cultura agradecendo pelo voto favorável ao Substitutivo do Projeto de Lei 7.291/2006 que proíbe o uso de animais em circos em todo o território nacional.
Oportunamente, dividi o voo de ida a Brasília com a Senadora Marina Silva, de quem me aproximei explanando o propósito da minha viagem e seguindo com a consulta sobre o seu posicionamento em relação à questão dos animais em circos. Com muita prudência, ela me respondeu: “acredito que tenhamos uma posição bastante semelhante”.
Há muitos caminhos que, inexoravelmente, colocarão a exploração de animais não-humanos nos capítulos mais vergonhosos da história da nossa civilização. O caminho que faz uso dos processos legislativos é um deles e por isso devemos saber usá-lo com eficácia. Nesse caminho, onde os parlamentares são os únicos a terem voz no momento da votação em plenário, não devemos nos esquecer de que somos nós que damos voz a eles. E para aqueles de nós que escolhemos fazer uso de nossa voz em favor de outrem, ainda que esse outrem não nos tenha elegido por meio dos mesmos processos eleitorais em efeito em nossa sociedade humana moderna, lembremo-nos de que somos nós a ponte entre eles e aqueles que têm o poder de legislar de forma que possa ser favorável à sua libertação.
Ofereço os meus agradecimentos pessoais à Ana Nira, Marina Corbucci, Renata Martins e Sônia Fonseca, cujo apoio e orientação foram preciosos para a realização do trabalho no qual eu propus a engajar-me nesse breve período.
Por George Guimarães
VEDDAS – Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade http://www.veddas.org.br/
Veja as fotos que ilustram os acontecimentos de hoje acessando www.veddas.org.br/circos/fotos.htm
26 de maio de 2009
CIRCO SEM ANIMAIS COMPLETA 25 ANOS
Quem foi que disse que um circo, pra ser bom, tem que ter bicho? Uma companhia canadense descobriu, há 25 anos, que a graça do circo é outra. E ganhou o mundo.São 25 anos no picadeiro e o mundo não se cansa de admirar. Noventa milhões de pessoas já assistiram aos espetáculos do Cirque du Soleil nos cinco continentes.
A ideia de criar um circo sem animais partiu de um grupo de jovens artistas que trabalhava nas ruas de Quebec, no Canadá, em 1984. O objetivo era transformar cada apresentação em uma homenagem à alegria dos palhaços e às habilidades de contorcionistas, acrobatas e equilibristas.
Carmem, uma das fundadoras, diz que o primeiro show, com 20 artistas, era só para comemorar os 450 anos da descoberta do Canadá, mas eles nunca mais pararam. Só este ano são 19 shows em cartaz nos pontos mais distantes do planeta.
Quatro mil funcionários de 40 nacionalidades ajudam a manter o império em que se transformou o Cirque du Soleil. O quartel-general fica em Montreal. Lá nascem todos os espetáculos.
Seja bem-vindo a uma pequena cidade chamada Cirque du Soleil. Conheça as oficinas que dão vida a todas as fantasias.
Roupas e figurinos que encantam o mundo passam pelas mãos habilidosas de costureiras. Na produção dos sapatos, os mínimos detalhes também são pensados. Num deles, por exemplo, todos os quadradinhos precisam estar enfileirados para que o brilho não interfira no resultado da iluminação do espetáculo.
O que parece um grande laboratório, na verdade, é uma tinturaria. Todos os tecidos que são usados nos espetáculos chegam branquinhos. Eles passam por vários tratamentos, recebem várias misturas de cores até ficarem no tom exato, imaginado pelo designer.
Na cabeça, há bordados, chapéus, e centenas de perucas diferentes, confeccionadas com muita paciência. A colombiana explica que os fios de cabelo são aplicados um a um com uma agulha de crochê, uma tarefa que exige 200 horas de trabalho para cobrir uma peruca inteira.
No local, também que são criadas e ensaiadas todas as coreografias. Os artistas formam um batalhão de mil profissionais selecionados pelos quatro cantos do mundo.
Artistas que eram atletas e ginastas olímpicos trocaram as competições pela vida no circo. Wellington, pernambucano, é um exemplo. Ex-ginasta de trampolim olímpico, diz que se cansou das competições. Há onze anos participa do Cirque.
“O que me puxou foi a possibilidade de apresentar uma coisa diferente, sem ser julgado. A única competição é com você mesmo todos os dias, quando faz as suas performances”, comenta Wellington.
O ex-atleta se tornou especialista de um paredão de escalada, misturado à cama elástica. Adora os desafios que surgem todos os dias. “Tem sempre um número diferente ou com alguma modificação, que vai sempre dar aquele ‘Uau’ no público”, acredita.
Reação de surpresa e deslumbramento do público é algo que nunca faltou nos espetáculos do Cirque Soleil desde o primeiro dia desses 25 anos de estrada.
19 de maio de 2009
URGENTE!! ASSINE CONTRA PROJETO DE LEI QUE PRETENDE DESCRIMINALIZAR MAUS-TRATOS A ANIMAIS
Tramita no Congresso Nacional o projeto de lei número 4548/98 que está apensado ao projeto de lei número 3981/00 e que propõe que seja removida do artigo 32 da lei federal número 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) a criminalização de atos de maus-tratos a animais domésticos ou domesticados.
Há mais de 10 anos, esse é o principal recurso legal que garante a punição de pessoas que cometem atos de maus-tratos contra animais. A aprovação desse novo projeto de lei implicaria na remoção da caracterização de crime para aqueles que maltratam animais, basicamente denotando tal comportamento como aceitável.
Acompanhe o andamento da campanha acessando: http://veddasartigo32.blogspot.com/ Manifeste-se nessa campanha que o VEDDAS inicia agora assinando o abaixo-assinado que será entregue ao Congresso Nacional e será usado na campanha em conjunto com outras ações.
A petição preparada pelo VEDDAS está disponível em: http://www.petitiononline.com/artigo32/petition.html
ASSINE, REPASSE, CONTRIBUA – leva apenas alguns segundos e fará toda a diferença para milhares de animais! Os animais contam com você!
IMPORTANTE: Digite o seu nome, e-mail e cidade com atenção. Use um endereço de e-mail válido, do contrário a sua assinatura será removida pelo servidor. Ao final, certifique-se de clicar em “Approve Signature” para que a sua assinatura seja efetivada. Você receberá uma mensagem de e-mail em inglês (a petição está hospedada em site estrangeiro) apenas informando que a sua assinatura foi registrada. Não é necessário responder a essa mensagem.
Há mais de 10 anos, esse é o principal recurso legal que garante a punição de pessoas que cometem atos de maus-tratos contra animais. A aprovação desse novo projeto de lei implicaria na remoção da caracterização de crime para aqueles que maltratam animais, basicamente denotando tal comportamento como aceitável.
Acompanhe o andamento da campanha acessando: http://veddasartigo32.blogspot.com/ Manifeste-se nessa campanha que o VEDDAS inicia agora assinando o abaixo-assinado que será entregue ao Congresso Nacional e será usado na campanha em conjunto com outras ações.
A petição preparada pelo VEDDAS está disponível em: http://www.petitiononline.com/artigo32/petition.html
ASSINE, REPASSE, CONTRIBUA – leva apenas alguns segundos e fará toda a diferença para milhares de animais! Os animais contam com você!
IMPORTANTE: Digite o seu nome, e-mail e cidade com atenção. Use um endereço de e-mail válido, do contrário a sua assinatura será removida pelo servidor. Ao final, certifique-se de clicar em “Approve Signature” para que a sua assinatura seja efetivada. Você receberá uma mensagem de e-mail em inglês (a petição está hospedada em site estrangeiro) apenas informando que a sua assinatura foi registrada. Não é necessário responder a essa mensagem.
5 de maio de 2009
UNIÃO EUROPÉIA FAZ HISTÓRIA COM PROIBIÇÃO DO COMÉRCIO DE PRODUTOS DERIVADOS DE FOCAS
UNIÃO EUROPÉIA PROÍBE COMÉRCIO DE FOCAS
http://pt.euronews.net/2009/05/05/ue-proibe-comercio-de-focas/
O Parlamento Europeu aprovou hoje a proibição definitiva do comércio de produtos derivados de foca. Uma votação que põe fim a um processo iniciado em 2006 com a assinatura de uma declaração então elaborada por 425 eurodeputados.
A nova legislação proíbe a venda de produtos transformados, ou não, incluindo a carne, gordura, órgãos e peles daqueles animais.
A proíbição inclui a comercialização de casacos, gorros ou produtos farmacêuticos obtidos a partir das focas.
O diploma é uma reivindicação antiga de organizações protectoras dos direitos dos animais mas também tem opositores.
A Noruega, que não pertence à União Europeia, diz que a nova lei limita a liberdade de gerir os seus próprios recursos marinhos. Oslo ameaça submeter uma queixa junto da Organização Mundial do Comércio. Uma intenção que o Canadá, o país que mais caça focas no planeta, também já manifestou.
As novas regras, que também se aplicam às exportações, excluem apenas as comunidades esquimós e outras populações aborígenes que tradicionalmente vivem da caça à foca.
Outra excepção é a prática segundo a qual os animais são caçados como forma de manter o equilíbrio dos recursos marinhos.
PRONUNCIAMENTO DA HUMANE SOCIETY INTERNATIONAL
http://www.hsus.org/hsi/
A Humane Society International aplaude esta importante vitória para as focas
ESTRASBURGO, França, 5 de maio /PRNewswire/
A Humane Society International (Sociedade Humanitária Internacional) parabenizou o Parlamento Europeu por ter votado, em sua maioria, a favor de uma forte proibição do comércio de produtos derivados de focas.
"A votação de hoje no Parlamento Europeu marca uma vitória histórica da campanha para por fim à matança comercial das focas em todo o mundo", disse Mark Glover, Diretor da Humane Society International/Reino Unido. "A União Européia agiu em nome de seus cidadãos e sua decisão irá salvar milhões de focas de um horrível destino".
"A União Européia está fazendo história com o fim do comércio dos produtos derivados de focas", disse Rebecca Aldworth, Diretora da Humane Society International/Canadá. "Esta proibição dá início ao fim da globalmente condenada matança de focas no Canadá".
O Parlamento votou a favor de uma forte Regulamentação a qual irá eliminar a colocação de produtos derivados de focas no mercado da União Européia, fechando um dos principais mercados para a caça comercial às focas do Canadá. O Conselho e a Comissão já chegaram a um acordo quanto ao texto, tornando o voto do plenário da terça-feira o último passo para a obtenção da regulamentação. Em vista da maioria dos votos a favor da regulamentação acordada pelo Parlamento, a regulamentação entrará em vigor em 2010.
A União Européia tem sido um dos principais mercados para a indústria canadense de produtos derivados de focas, responsável por cerca de um terço das exportações registradas de peles de focas. Globalmente, a União Européia é responsável por um quarto do comércio mundial de produtos derivados de focas. Nos últimos anos, 11 países proibiram seu comércio de produtos derivados de focas ou anunciaram sua intenção de fazê-lo. Eles se unem aos Estados Unidos, que proibiu o comércio de produtos derivados de focas em 1972.
http://pt.euronews.net/2009/05/05/ue-proibe-comercio-de-focas/
O Parlamento Europeu aprovou hoje a proibição definitiva do comércio de produtos derivados de foca. Uma votação que põe fim a um processo iniciado em 2006 com a assinatura de uma declaração então elaborada por 425 eurodeputados.A nova legislação proíbe a venda de produtos transformados, ou não, incluindo a carne, gordura, órgãos e peles daqueles animais.
A proíbição inclui a comercialização de casacos, gorros ou produtos farmacêuticos obtidos a partir das focas.
O diploma é uma reivindicação antiga de organizações protectoras dos direitos dos animais mas também tem opositores.
A Noruega, que não pertence à União Europeia, diz que a nova lei limita a liberdade de gerir os seus próprios recursos marinhos. Oslo ameaça submeter uma queixa junto da Organização Mundial do Comércio. Uma intenção que o Canadá, o país que mais caça focas no planeta, também já manifestou.
As novas regras, que também se aplicam às exportações, excluem apenas as comunidades esquimós e outras populações aborígenes que tradicionalmente vivem da caça à foca.
Outra excepção é a prática segundo a qual os animais são caçados como forma de manter o equilíbrio dos recursos marinhos.
PRONUNCIAMENTO DA HUMANE SOCIETY INTERNATIONAL
http://www.hsus.org/hsi/
A Humane Society International aplaude esta importante vitória para as focasESTRASBURGO, França, 5 de maio /PRNewswire/
A Humane Society International (Sociedade Humanitária Internacional) parabenizou o Parlamento Europeu por ter votado, em sua maioria, a favor de uma forte proibição do comércio de produtos derivados de focas.
"A votação de hoje no Parlamento Europeu marca uma vitória histórica da campanha para por fim à matança comercial das focas em todo o mundo", disse Mark Glover, Diretor da Humane Society International/Reino Unido. "A União Européia agiu em nome de seus cidadãos e sua decisão irá salvar milhões de focas de um horrível destino".
"A União Européia está fazendo história com o fim do comércio dos produtos derivados de focas", disse Rebecca Aldworth, Diretora da Humane Society International/Canadá. "Esta proibição dá início ao fim da globalmente condenada matança de focas no Canadá".
O Parlamento votou a favor de uma forte Regulamentação a qual irá eliminar a colocação de produtos derivados de focas no mercado da União Européia, fechando um dos principais mercados para a caça comercial às focas do Canadá. O Conselho e a Comissão já chegaram a um acordo quanto ao texto, tornando o voto do plenário da terça-feira o último passo para a obtenção da regulamentação. Em vista da maioria dos votos a favor da regulamentação acordada pelo Parlamento, a regulamentação entrará em vigor em 2010.
A União Européia tem sido um dos principais mercados para a indústria canadense de produtos derivados de focas, responsável por cerca de um terço das exportações registradas de peles de focas. Globalmente, a União Européia é responsável por um quarto do comércio mundial de produtos derivados de focas. Nos últimos anos, 11 países proibiram seu comércio de produtos derivados de focas ou anunciaram sua intenção de fazê-lo. Eles se unem aos Estados Unidos, que proibiu o comércio de produtos derivados de focas em 1972.
2 de abril de 2009
ATITUDE EXEMPLAR :- )
Era uma noite bastante comum de um dia de semana quando motoristas na Rodovia Raposo Tavares presenciaram uma cena inusitada. Um homem saiu do seu veículo e parou o trânsito para ajudar um cão assustado a atravessar a pista. De seus carros, pessoas aplaudiram e parabenizaram o ato de compaixão do veterinário Márcio Carbuglio, de 29 anos. O cão seguiu pela outra margem da rodovia, são e salvo.O que motivou Márcio foi evitar um problema muito comum entre os cachorros: os atropelamentos. Afinal, a terceira maior causa de morte canina em São Paulo, assim como é de se esperar em outras cidades grandes, são os traumas e acidentes. Como diz o professor de cirurgia veterinária do Hospital da USP, Cássio Ricardo Auada Ferrigno, atropelamentos lideram essa lista disparado, sendo bem mais frequentes que violência e quedas. São também a causa de até 20% das cirurgias realizadas no hospital, estima ele.
O veterinário Márcio, antes de fazer com que o cão chegasse a salvo do outro lado da pista, já havia resgatado cachorros que não tiveram a mesma sorte e foram atropelados. Entre eles, a cadela Tropelada (com 'T' mesmo), que está com ele há cinco anos. Ele estava saindo da mesma rodovia quando a viu sendo atingida por um carro. Parou para ajudar quando o motorista fugiu. O veterinário a amordaçou para evitar uma mordida e a levou para a clínica onde trabalha. Ela havia sofrido fratura no fêmur da pata esquerda e luxação na direita, portanto demorou para ficar boa. Quando ficou, Márcio levou-a para casa, onde cria mais três cachorros. Ele descreve a cadela como a mais alegre e obediente dos seus animais de estimação, esquecendo-se de citar as sequelas físicas bastante visíveis.
Tropelada deve saber que tem sorte. Apenas uma pequena parte dos cachorros atropelados chegam a um hospital ou clínica veterinária porque o resgate, além de ser perigoso, também acarreta em assumir o cão como sua responsabilidade, ainda que temporária, além dos gastos do tratamento. No caso de Márcio, o que o permite fazer essas boas ações é o fato de saber cuidar dos animais. "É muito raro um desconhecido encontrar um cão atropelado e resgatá-lo", afirma a veterinária Simone Franceschini, 32. "Acolhi uma cadela essa semana que foi encontrada e trazida pela mãe de uma veterinária". Simone diz que o tratamento não será cobrado já que a filha dessa senhora trabalha na mesma clínica, mas admite que, se fosse, não sairia por menos de R$ 800. Nem mesmo hospitais veterinários públicos, como o da USP, recebem cachorros tão machucados por caridade e sem que a pessoa que resgatou assuma o animal, já que eles são muitos, o tratamento é caro, demorado e ainda precisa-se encontrar um dono para acolhê-lo depois de curado.
DIFÍCIL SIM. IMPOSSÍVEL NÃO.
"Desci do carro para ajudar esse e outros cachorros porque eu estava ali. Não poderia ver um animal precisando de ajuda e simplesmente passar reto", diz Márcio sobre os cachorros que resgatou. Suas palavras poderiam ser ditas por muitas outras pessoas que amam animais e que certamente ajudariam a mudar essa situação, se soubessem como.
A primeira iniciativa é praticar a Posse Responsável. "A causa de tantos animais morrerem desse jeito é o abandono. Animal largado na rua está suscetível a ser atropelado. Não castrar os animais também aumenta a população canina que corre esse risco", diz o professor veterinário Cássio Ricardo. Se muitos donos não são responsáveis como deveriam, você pode adotar um cão abandonado e, provavelmente, salvá-lo desse destino.
Se puder, pare por um animal machucado e leve-o ao veterinário - boa parte das clínicas e hospitais veterinários praticam uma espécie de política de compaixão, o que significa que cobram muito menos em situações especiais como essas. No entanto, lembre-se que animais com dor podem ser agressivos. Faça uma mordaça com o seu cadarço para evitar mordidas.
Mesmo se não tiver condições financeiras, você pode ajudar. "Uma possibilidade é levar o animal para o Centro de Zoonoses", sugere o professor Cássio Ricardo. "Lá eles cuidam do acidentado e, quando não há tratamento possível, ele é sacrificado. Mas pelo menos não fica agonizando na rua", diz ele, que não consegue deixar um animal nesse estado e pára toda vez que vê um, ainda que seja para lhe dar um fim digno. Assim como nas cidades, levar para o Centro de Zoonoses é também a política de algumas concessionárias de estradas – outro cenário de muitos acidentes -, como a Ecovias. São resgatados por mês 190 animais em seus 177 quilômetros do complexo Anchieta-Imigrantes e desses 80% são cachorros, por exemplo. No entanto, eles oferecem o contato de seis veterinários da região para quem quiser resgatar um animal atropelado.
No caso de quem cuidaria de um cão machucado, mas não pode tê-lo em casa, a solução é encontrar para ele um dono depois de curado. Para isso, conte com o auxílio das ONGs de proteção animal. A Projeto Cel, por exemplo, organiza feiras de adoção de animais abandonados todos os finais de semana. "A maioria dos animais consegue sim arranjar um novo dono. Vale muito a pena salvar um cão ", afirma Eliete Brognoli, fundadora da ONG.
Embora o problema dos cães abandonados e com péssimas condições de vida ainda necessite de mais estrutura para ser solucionado, quem já cuidou e adotou um animal necessitado sabe que a gratidão deles faz realmente valer a pena. Então, o que você vai fazer da próxima vez que vir um cachorro machucado?
(Fonte: Yahoo Notícias)
13 de março de 2009
VIOLÊNCIA CONTRA ANIMAIS E VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: EXISTE RELAÇÃO?
Qual a relação entre maus-tratos e crueldades para com os animais e a violência doméstica? Existe um elo entre eles? Não é de hoje que pesquisas comprovam a ligação entre a violência doméstica e a violência contra os animais de estimação, esta última servindo como sinal de alerta para a possível existência da violência contra seres humanos mais fragilizados no contexto familiar, como no caso de crianças, idosos e mulheres. Mas também a crueldade contra os animais está presente como uma característica comum nos registros de estupradores e asssassinos em série. O abuso contra animais aparece de forma clara nas histórias de pessoas com comportamento violento (FBI. 1998, Alan Bantley, 1996).A violência doméstica, muitas vezes, começa com o abuso ou maus-tratos de animais. Dessa forma cientistas e órgãos de execução penal norte-americanos passaram a encarar crueldade contra animais como grave problema humano, diretamente relacionado à violência doméstica, abusos contra crianças, idosos e outros crimes violentos, se tornando um meio eficaz de romper o ciclo de violência doméstica de uma geração para a outra (Associação Internacional dos Chefes de Polícia, 2000).
Na Filadélfia (EUA) uma criança de 4 anos foi espancada até a morte em janeiro de 1999. Mas as autoridades de controle de cães e gatos já haviam estado no local, meses antes, devido a denúncias de crueldade com o cão da família, feitas por vizinhos. Esse caso, entre centenas de outros, é um exemplo de como os serviços de controle de zoonoses e de controle de populações de cães e gatos, em parceria com os profissionais médicos veterinários, podem auxiliar os órgãos competentes a diagnosticar a violência doméstica (Phl Arkow, 2004).
Em pesquisa realizada por DeViney. Dickert & Lockwood, 1983, abusos contra animais aconteceram em 88% das famílias em que ocorreram casos de abusos contra crianças. Segundo Groves, 2004, entre 45% a 60% dos lares, com violência doméstica apresentam maior risco de abuso contra crianças.
Tanto as crianças, como os animais são vítimas de violência doméstica, muitas vezes vítimas invisíveis. Como o abuso contra o animal é um indicador de um lar caótico, no qual a segurança das crianças esta em risco, tal abuso deve ser percebido e documentado, da mesma forma que um problema de bem-estar humano, e ser redefinido, também, como violência doméstica. Por sua vez, a comunidade deve ser treinada para reconhecer e denunciar as formas desta violência.
Por fim, a crueldade contra os animais não deve ser ignorada, mas encadada como a manifestação da agressividade latente, pois pode mostrar sinais de um comportamento futuro violento contra humanos. “Quando animais sofrem abusos, as pessoas estão em perigo. Quando as pessoas sofrem abusos, os animais estão em perigo”. Associação Internacional dos Chefes de Polícia, 2000.
(A autora, Rita de Cassia Garcia, é da assessoria técnica da Coordenadoria de Controle de Doenças - SES-SP - * texto escrito a partir de informação passadas durante a apresentação de Phil Arkow, no Simpósio de Polícias, em 2004, em São Paulo)
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